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Governo e Renamo acusados de "bloquearem" assuntos que dizem respeito a todos

  • Ramos Miguel

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama

Em Moçambique, aumenta a pressão para que as questões em discussão nas negociações entre o Governo e a Renamo, sobretudo as referentes à equidade económica, passem para o Parlamento porque dizem respeito a toda a sociedade moçambicana.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique(MDM) Daviz Simango disse nesta segunda-feira,10, haver uma tentativa do Governo e da Renamo, de limitarem a discussão de questões que mexem com a vida dos moçambicanos no seu todo, realçando que isso é pernicioso para a democracia.

Presentemente, as negociações entre o Governo e a Renamo estão emperradas na questão da distribuição da riqueza e no desarmamento do partido liderado por Afonso Dhlhakama.

Daviz Simango, que também é presidente do Conselho Municipal da cidade da Beira, no centro de Moçambique, considera que tendo em conta as dificuldades que se levantam na mesa do diálogo político é necessário que essas questões sejam debatidas na Assembleia da República.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do grupo privado de comunicação social Savana, Fernando Lima, considera que, para além da Assembleia da República, a sociedade civil deve pronunciar-se também sobre estas questões.

Lima destacou que as questões de equidade económica "não dizem respeito apenas ao Governo e à Renamo, mas também a toda a sociedade moçambicana".

O académico e reitor da universidade privada A Politécnica, Lourenço do Rosário, e também um dos mediadores do diálogo entre o Governo e a Renamo, defende, igualmente, o alargamento do âmbito do debate sobre estas matérias.

Por seu turno, o politólogo Lázaro Mabunda diz que a proposta da Renamo "tem algo de positivo para este país".

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