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Nampula sem centro para acolher deslocados devido às cheias


Sede do governo provincial de Nampula

Sede do governo provincial de Nampula

Cerca de 60 mil famílias vivem da boa vontade de parentes e amigos.

A província de Nampula não dispõe de um centro para acomodar as mais de 60 mil famílias que perderam as suas casas e bens devido às chuvas e ventos fortes que desde Janeiro fustigam o país.

Os distritos de Nacala-Porto, Ribáuè, Moma, Rapale, Mecuburi e a cidade de Nampula são os que até ao momento registaram um grande número de famílias desabrigadas que vivem com o apoio de vizinhos e familiares porque o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades(INGC) não conseguiu identificar um lugar para abrigar as famílias.

Com este cenário, torna-se também difícil às pessoas de boa vontade identificar o número de deslocados que precisam de apoio.

O INGC em Nampula , que ainda continua a contabilizar os prejuízos causados pelas intempéries, não revelou se possui ou não planos de instalação de um centro para a acomodar essas vitimas .

Vigília Malauene, delegada do INGC em Nampula, disse que neste momento a prioridade é oferecer material de construção para as famílias erguerem as suas casas, mesmo consciente de que poderão ser construídas, outra vez, nas zonas de risco.

Alem das casas destruídas, um numerou não especificado de alunos está a assistir aulas ao relento porque as escolas também foram afectadas.

Por outro lado, a empresa CDN anunciou não haver datas para a retomada da circulação do comboio de cargas e passageiros.

Recorde-se que a comunicação ferroviária entre as províncias de Nampula e Niassa está comprometida devido ao corte da linha férrea ocorrido no passado dia 13 de Janeiro.

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