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Namibe: Unita condena discursos musculados e incitadores à violência

  • Armando Chicoca

Secretário provincial da unita no Namibe, Ricardo Ekupa de Noé "Tuyula"

Secretário provincial da unita no Namibe, Ricardo Ekupa de Noé "Tuyula"

“Eu faço referência neste momento ao Jornal de Angola, que nos últimos 10 dias tem vindo a violar o elemento reconciliador, incitando os angolanos a violência”, Noé Tuyula

Ricardo Ekupa de Noé “Tuyula”, do partido do Galo Negro, levantou a sua voz indignado, contra as chamadas vozes sonantes, "que em Luanda, no Namibe e noutros recantos do país, incitam a população ao ódio e a violência contra partidos na oposição".

Para Tuyula, o essas vozes têm rebuscado a história da guerra do passado, que devastou o país, com o beneplácito da imprensa pública, e sob o olhar impune de quem de direito.


Aquele dirigente falava na reunião alargada da Unita, que decorreu no passado fim-de-semana, no secretariado Provincial do Namibe.

O político da Unita disse ainda que a reconciliação nacional deve ser preservada, porque faz parte da componente “paz e democracia” em Angola.

“O Jornal de Angola deve publicar os artigos que bem achar, mas, devia ser feito dentro da ética e deontologia profissional, o que não é o caso. Eu sou um leitor de jornais e li artigos no Jornal de Angola, onde eu depois disse: será que o Presidente da República, sua Excelência, Eng.º José Eduardo dos Santos, também lê este jornal e permite que este mesmo jornal circule desta forma nas mãos dos angolanos? Refiro-me à edição publicada no dia 9 ou 10, do mês em curso, se a memória não me atraiçoa”, questionou o político da UNITA, no Namibe.

“Para a Unita, tolerância zero e intolerância absoluta”, disse o político, citando parte do artigo publicado no Jornal de Angola, edição em referência, o que considerou de incitação plena a violência.

Tuyula sublinha que todos aqueles que rebuscam horrores da guerra do passado, para hoje fazer valer a sua supremacia política, sem olhar para a responsabilidade que pesa sobre os ombros de cada angolano, na preservação da paz e reconciliação nacional, não passam de homens incompetentes, políticos sem discurso e acima de tudo promotores da desordem e confusão.

“Quando te deparares com um político angolano, que para te falar do hoje, tem de falar do ontem, saiba desde já, que politicamente ele é vazio ”.

Das armas e dos tanques de guerra não saíram pães nem rebuçados, de parte a parte

Sobre o passado, diz que “responsáveis pela guerra somos todos nós, vítimas da guerra fomos todos nós. O mais importante, hoje e agora, é sabermos erguer a cabeça, nos fixarmos no presente e lutarmos todos os dias na busca de um futuro melhor para Angola e para os angolanos”, defendeu o dirigente da Unita, no Namibe.

“A guerra em Angola foi uma realidade inegável, todo angolano que viveu naquela altura, se não a fez, pelo menos sentiu na carne e no osso os seus efeitos, portanto, em relação ao passado de Angola, é inconcludente, é insensato haver em Angola políticos que procuram culpabilizar os horrores da guerra ao lado oposto, como se, durante a guerra, das suas armas tivessem saído rebuçados, dos seus tanques tivessem saído pães e dos seus aviões de guerra tivessem saído leite para alimentar os angolanos ” replicou o político da Unita.

O encontro alargado dos "maninhos" (nome popular dado aos militantes da Unita), bastante concorrido pela imprensa local, além de ter tratado assuntos de revitalização daquele partido, também se reflectiu sobre as resoluções do comité permanente da comissão política da Unita, saídas da reunião que decorreu em Viana, nos dias 9 e 10 do mês em curso em Luanda.

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