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Namibe regista mais um caso de violência sexual seguido de morte

  • Armando Chicoca

Comunidade diz que falta de iluminação é causa da violência.

Os crimes de abusos e violação sexual preocupam a sociedade no Namibe que exige das autoridades governamentais a iluminação pública para que a policia possa exercer com eficácia a sua actividade na manutenção da ordem e garantia da tranquilidade publicas no período nocturno.

Os bairros Eucaliptos, 5 de Abril e Platô, este último também conhecido por Valódia, são os mais propensos a crimes de violação sexual, alguns deles com vítimas mortais entre idosas e adolescentes. Os algozes nestas perversidades, segundo os sobas, antes de cometerem os delitos, consomem drogas vulgarmente conhecidas por liamba ou cangonha.

Um dos cenários mais comoventes aconteceu durante a passagem da noite de segunda para terça-feira, no bairro dos Eucaliptos, onde a vítima chama-se Feliciana Ndala, de 17 anos de idade e estudante nocturna de sexta classe na escola João Paulo II, foi encontrada morta e queimada sob fogo posto no seu quarto, depois de ter sido violada sexualmente e asfixiada.

O soba do bairro dos eucaliptos, Avelino Kapingui que revelou o facto a imprensa no local do sinistro, disse que este é o terceiro caso que o bairro regista, todos de violação sexual terminados em assassinatos das raparigas.

Este bairro tornou-se violento sobretudo no que diz respeito aos crimes de violação sexual. A falta de energia e a forma como as casas estão construídas dificultam que a policia exerça a sua actividade de manutenção da ordem como devia.

“Os delinquentes violaram, enforcaram a menina e a queimaram porque sabiam que a vítima depois poderia queixar-se, portanto, acredito que são jovens conhecidos da vítima”, disse o ancião Kapingui que apelou as comunidades a cooperar com a policia para punir severamente os autores do crime.

«Neste bairro, queremos pelo menos um pouco de paz, temos muitos jovens bandidos, fumam e vendem a liamba aos olhos de toda a gente, portanto pedimos as autoridades governamentais para que retirem o mercado existente no interior do bairro já que constitui um dos obstáculos para a passagem de viaturas policiais no patrulhamento», frisou.

O soba Kapingui explicou que a malograda é órfã de pai e vivia com a sua madrasta Sandrina Thihonga. A jovem, diz o soba com o semblante entristecido, foi uma menina dedicada nas campanhas de limpeza ao bairro e na escola estava a recuperar o tempo perdido no mato onde passou a sua infância.

Ele esclareceu ainda que no quintal onde ocorreu o infortúnio também viviam três senhoras todas solteiras, que confirmaram ao soba terem escutado à noite cães a ladrar incessantemente, mas não podiam sair para fora temendo a delinquência existente no bairro. Naquela altura os malfeitores estavam a executar a vítima.

«Temos que unir esforços fazer da morte da nossa colega uma reflexão sobre a perda de valores humanos que o país vive, exortando as famílias a assumir as suas responsabilidade sobre os progenitores, travando deste modo “comportamentos desviantes” e as autoridades iluminar os bairros hoje entregues à escuridão”, disse o jovem Mateus Barcelô.

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