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Namibe: "Jardim Milionário" recebe nome de Eduardo Mondlane

  • Armando Chicoca

Ministra do Ambiente, Fátima Jardim, Inagura o Jardim Eduardo Mondlane

Ministra do Ambiente, Fátima Jardim, Inagura o Jardim Eduardo Mondlane

O jardim inacabado custou 5 milhões de dólares

A ministra do Ambiente Fátima Jardim procedeu à inauguraçao do "jardim milionário" Eduardo Mondalane, em situação de inacabado.

Orçado em kwanzas no equivalente a cerca de cinco milhões de dólares americanos, dinheiro do erário público.

O "jardim milionário", localizado defronte ao Palácio da Justiça, segundo o contrato celebrado em 2008, entre o governo do Namíbe, na qualidade de dono da obra, e o empreiteiro deveria ser entregue à população no prazo de nove meses, o que não aconteceu.

Passado mais um ano e quando menos se esperava, a obra inacabada foi inaugurada, com pompa e circunstância, sem estar sequer acabada e sem mais explicações dadas à população, conforme declarações do Administrador Municipal do Namíbe, Armando Valente, segundo o qual as obras vão ser continuadas.

A ministra do Ambiente, Fátima Jardim, acompanhada pelos embaixadores de Cuba e de Moçambique, veio de Luanda inaugurar o Jardim Eduardo Mondlane, em homenagem ao herói moçambicano.

No acto de corte da fita, Fátima Jardim, levantou o véu da polémica que há muito envolve governantes e governados em torno do milionário jardim, mas os namibenses mantêm-se discordantes quanto à qualidade da obra em relação ao dinheiro desembolsado pelo Estado.

"Desejamos a todos que presevem bem este jardim espectacular que aqui foi muito especulado. Agora temos um facto. Afinal queriamos o não o jardim? queriamos o jardim e aqui foi expresso pela nossa juventude", disse a ministra.

Alguns citadinos contestam a situação degradante a que se assiste na capital da províncial do Namibe nos últimos dias, apelando à intervenção de quem de direito e mantêm-se discordantes quanto à qualidade da obra em relação ao dinheiro pago pelo estado

Para o Sakwaya Antonio, "falta alguma coisa para se justificar os cinco milhões de dólares presumivelmente empregues". Já Jorge Faustino diz que "as imagens por si só dizem tudo" e faz o reparo: "Este jardim apesar de trazer alguma valia para o Namibe, as obras não foram concluidas, logo, não justifica os cinco milhões de dólares americanos".

Marta de Assunção, estudante do Centro de Formação de Professoras, disse à Voz da América, que o jardim de cinco milhoes não tem nada: Não tem brilho, não tem cor, portanto, defraudou a expectativa, foi uma mentira".

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