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Pescadores queixam-se da excessiva burocratização dos financiamentos no Namibe

  • Armando Chicoca

Centralização do fundo de apoio a pesca artesanal, tutelada pelo Ministério das pescas, através do FADEPA, tem prejudicado a vida dos homens do mar

O Secretario Geral da Associação do Namibe de pesca artesanal, José Martinho Vata, que revelou a informação a voz de América, lamentou por outro lado ao facto de até hoje, volvidos muitos anos de promessas, os Associados da pesca artesanal do Namibe, ainda continuam sem meios de apoio para escoamento dos produtos do mar, também continuam sem câmaras frigoríficas de conservação do pescado para mercado.

As mulheres peixeiras, segundo o SG da Associação de pesca artesanal, continuam a ser principais parceiros, compram o pescado, higienizam e revendem á população alvo, não só em busca de mais-valia para o sustento dos filhos e dos maridos, mas também um meio para escolarização dos seus petizes.

No ano de 2004, dois mil associados, sedeados ao longo da costa marítima desde o Município piscatório do Tombwa á Comuna litoral norte da Lucira, receberam 85 novas embarcações.

Destas embarcações, hoje, apenas 20 encontram-se em funcionamento. A falta de estaleiro naval na província, consubstanciada com ausência de material de reposição, é de entre os principais factores que concorreram para a paralisação da actividade de pesca de 65 embarcações afectas a pesca artesanal e algumas delas, já sem possibilidades de recuperação, devido o estado avançado de degradação.

Enquanto isso, a Embaixada Japonesa em Angola ouviu o grito dos associados da pesca artesanal e começou já a prestar apoios a esta franja da população laboriosa na actividade do mar, com mais de cem mil dólares americanos, sob égide da Organização não governamental Italiana, “COSPE” que aconselha fortalecimento do associativismo na pesca artesanal.
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