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Namibe: Demolição de casas deixa ao relento 54 famílias

  • Armando Chicoca

Desalojados receberam chapas de zinco para construirem novas habitações

Desalojados receberam chapas de zinco para construirem novas habitações

A Voz de América esteve no local e ouviu todas pessoas de todas as idades

No Namíbe, cinquenta e quatro famílias de ex-trabalhadores de uma das empresas de pescas Socipesca viram suas casas demolidas pela entidade patronal e entregues a sua sorte.

Crianças e velhos estão ao relento,alguns destes idosos dizem que estão ligados aquela empresa que vendeu terreno a terceiros,desde 1975 e, por altura do negócio, não se acautelou a criação de condições de acomodação destas famílias, que viram suas casas demolidas, no principio desta semana, sem qualquer consideração.

A Voz de América esteve no local e ouviu todas pessoas de todas as idades daquela franja da população que agora estão a ser evacuadas para uma localidade denominada Somália,um local sem água, luz, e sem uma escola e posto médico.Portanto, uma vez mais reassentadas no deserto, sem condições humanas,segundo as pessoas visadas.

A demolição e transferência destas comunidades em plenas aulas não só cria constrangimentos às crianças estudantes como também aos próprios professores que agora vão lidar com as salas de aulas vazias,por ausência de alunos na escola, em consequência da distância, o que levará os petizes percorrer 18 quilómetros por dia.

Desalojadas 54 famílias na cidade do Namibe

Desalojadas 54 famílias na cidade do Namibe



O Administrador do Município do Namíbe,Armando Valente, disse à Voz de América que os trabalhadores negociaram mal com a entidade patronal, mas que o governo local providenciou terrenos para aquela população e os direitos de superfície foram pagos pela entidade patronal.

O Administrador Armando Valente garantiu por outro lado que vai proceder à averiguação para se apurar se a entidade patronal cumpriu ou não com os acordos negociados com as 54 famílias, acordos que que passam pela atribuição de chapas de zinco e um montante em dinheiro, para cada um dos visados erguer sua residência.

Procuramos ouvir o cidadão João Cabinda, afecto à empresa que vendeu terreno a terceiros, mas sem qualquer sucesso. A Voz de América soube, de fonte segura do governo da província, que um grupo de ex-governantes da Província do Namíbe, ficaram com as instalações desta empresa de pescas na década de 80 sem, contudo, terem feito quaisquer benfeitorias.

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