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Vendedoras de flores do Lubango facturam no Namibe em nome dos defuntos.

  • Armando Chicoca

O dia 2 de Novembro, dedicado aos defuntos pelo mundo cristão foi vivamente observado pela população da província.

O Dia 2 de Novembro, dedicado aos defuntos pelo mundo cristão católico e consequentemente feriado nacional em Angola, foi vivido com entusiasmo pela população da província.

A procura de flores para cada um dos citadinos brindar a campa de seus entes queridos, converteu-se numa jornada infernal, ao ponto de as poucas acácias rubras existentes na cidade do Namibe ficarem despidas.

A falta de cultura de plantação de flores por parte dos namibenses, veio justificar o vazio, mas mulheres vendedoras de flores provenientes da cidade do Lubango, província da Huila, salvaram a honra do convento.

Descobriram que no Namibe não há cultura de plantação de flores. Em nome dos defuntos, a venda de adornos é um negocio ocasional, mas que permite facturar bem em, vésperas do dia dos defuntos.

Alguns compradores confirmaram a apatia dos namibenses que ainda não aprenderam com as civilizações modernas, plantar flores, desconhecendo-se no entanto o negócio de flores.

Em torno do dia dos defuntos, varias queixas se levantam a volta dos jovens, acusados de vandalizar os lugares sagrados, entre os quais os cemitérios, que segundo vozes autorizadas, converteram-se em lugares de namoro, condução ilegal de viaturas e locais de drogas.

Alguns alunos, confirmam estarem a praticar tal vandalismo e justificam que os cemitérios são os melhores locais para a preparação de provas escolares. O silêncio dos defuntos ajuda a raciocinar melhor a matéria, dizem.

As meninas são as vozes mais discordantes da tese sustentada por rapazes, defendendo o respeito aos locais onde repousam os nossos entes queridos.

Alguns coveiros cujo trabalho é proceder o enterro dos que partem para o mundo da eternidade, reclamam salários condignos.

Diariamente procedem quatro funerais e o salário de dez mil kwanzas correspondentes a 100 dólares americanos, segundo os trabalhadores do cemitério do Calumbilo, não paga o trabalho prestado ao Estado.
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