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Namibe: Apoio americano no combate à malária

  • Armando Chicoca

Candida Celeste da Silva, governadora da Provícia do Namibe

Candida Celeste da Silva, governadora da Provícia do Namibe

A luta contra vectores da malária vai atingir um novo patamar,no âmbito do projecto de erradicação da doença,no próximo ano

O Namíbe vai ser incluido num projecto piloto de combate à malária. Para isso conta-se com o envolvimento das comunidades, de técnicos de saúde, de uma rede de jornalistas e com o financiamento americano.A luta contra vectores da malária vai atingir um novo patamar,no âmbito do projecto de erradicação da doença,no próximo ano,depois do diagnóstico feito, segundo revelou à Voz de América o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária,o dr. Filomeno Fontes.

"Em relação à província do Namíbe,depois de todas as análises e do último balanço que fizemos com uma boa equipa técnica que fez o levantamento de sangue, o estudo dos mosquitos e recolheu dados naquela província,concluímos que esta província está em condições de entrar naquilo que chamamos de processo pré-eliminação da doença" frisou o responsável do programa nacional de luta contra a malária.

Filomeno Fortes garantiu o lançamento deste projecto no próximo mês de Março, na cidade do Namibe, depois de ter já recebido apoios da governadora Cândida Celeste da Silva, da directora Provincial de Saúde,Josefa Rebeca Cangombe, e do Administrador do Município sede,Armando Valente.

A Província da Huíla é uma das três cinzentas em Angola,ocupando o terceiro lugar depois da Província do Huambo - que ocupa o segundo lugar e Luanda, que está na liderança mortalidade por malária. Aquele responsável do Programa Nacional de Luta contra a Malária diz estar preocupado com o cenário.Por isso mesmo, no primeiro trimestre do próximo ano de 2012, uma rede de jornalistas, fazedores de opinião, líderes comunitários e técnicos de saúde vão sentar à mesma mesa,na cidade do Lubango para a reflexão das chamadas grandes endemias.

Os níveis de malária, nos últimos dez anos, baixaram consideravelmente, em comparação com os indicadores do ano 2010. O coordenador nacional enaltece o empenho de todos que começa nos técnicos de saúde,nas rede de jornalistas de combate à malária e passa pelas autoridades religiosas, tradicionais e lideres comunitários para além do inestimável apoio da iniciativa presidencial do governo americano.

Os jornalistas contra a malária e grandes endemias, reunidos em Luanda, no CEFOJOR, em torno do papel da média na prevenção da malária em Angola, manifestaram, por outro lado, preocupado com a fraca capacidade dos técnicos de diagnóstico que, segundo provas apresentadas, os resultados laboratoriais nos vários centros e postos médicos maioritariamente são falsos, pondo em causa o principio da OMS segundo o qual "nenhum doente deve receber tratamento de da malária sem diagnostico".

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