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Namibe: Governo tem bolsas de estudo com meses de atraso

  • Armando Chicoca

Sala de aula, Namibe, Angola

Sala de aula, Namibe, Angola

Para alguns dos bolseiros,o governo angolano esta a faltar aos compromissos assumidos publicamente

No Namíbe,a ineficácia no pagamento de subsídios aos beneficiários pode comprometer bolsas de estudo internas direccionadas aos estudantes de famílias pobres. Apesar de o aludido programa de bolsas internas - que tem como objectivo apoiar estudantes de famílias carenciadas ter sido reiterado no discurso de nação, proferido pelo presidente da Republica José Eduardo dos Santos- na prática tudo indica o contrário.

Os bolseiros do referido programa,na Província do Namíbe, reivindicam atrasos exagerados dos seus subsídios,alguns falam em sete meses de atraso.

Os bolseiros locais dizem estar de mãos atadas para enfrentar as matrículas no ano lectivo 2012, acrescido das dividas de propinas dos meses atrasados. Para alguns dos bolseiros,o governo angolano esta a falhar os compromissos assumidos publicamente.

A VOA procurou ouvir a direcção nacional do INAB, Instituto Nacional de Bolsas de Estudos, mas sem sucesso.Os telefones chamam e não atendem jornalistas e nem bolseiros.

O presidente regional do Fórum de Desenvolvimento Universitário, Ângelo Kapuacha, em missão de serviço no Namíbe, disse que esta relação precária com os bolseiros em nada dignifica a imagem do governo angolano.

Aquele dirigente associativo avança com a mensagem do presidente José Eduardo dos Santos sobre a temática da política de bolseiros em Angola:"o Executivo está empenhado em criar um sistema de apoio social aos estudantes,designadamente aos mais carenciados,concorrendo para a criação de condições de sucesso académico,nomeadamente através da concessão de bolsas de estudo para formação no país ou no exterior".

Em 2011 foram concedidas três mil bolsas de estudo internas,que deverão passar para o dobro em 2012. Quanto às bolsas externas, estas foram concedidas para as mais diversas especialidades e países, com prioridade para as áreas de ciência e tecnologia,ciências da educação e ciências médicas.

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