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Bissau: Prioridade continua a ser a reforma do sector de segurança – afirma Mutabola na ONU


 Kumba Yala, candidato às presidênciais na Guiné-Bissau, contestou o resultado das eleições

Kumba Yala, candidato às presidênciais na Guiné-Bissau, contestou o resultado das eleições

O diplomata quer forte apoio internacional para ajudar o país a prosseguir com prioridades como a reforma do sector de segurança e combate ao tráfico de drogas bem como ao crime organizado O diplomata quer forte apoio internacional para ajudar o país a prosseguir com prioridades como a reforma do sector de segurança e combate ao tráfico de drogas bem como ao crime organizado O diplomata quer forte apoio internacional para ajudar o país a prosseguir com prioridades como a reforma do sector de segurança e combate ao tráfico de drogas bem como ao crime organizado

A prioridade da Guiné-Bissau é completar a transição política, disse esta quarta-feira em Nova Iorque o enviado das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Joseph Mutabola.

O diplomata sublinhou a necessidade de um compromisso internacional forte para ajudar o país a terminar a actual transição política e a prosseguir com prioridades como a reforma do sector de segurança e combate ao tráfico de drogas bem como ao crime organizado.

De acordo com o serviço noticioso da ONU, Mutabola, representante especial do secretário-geral, informou o Conselho de Segurança sobre a situação neste país africano notando o "desafio" político e o ambiente de segurança relacionada com o processo de transição.

"A morte do Presidente Sanhá, que era uma força moderadora com influência considerável sobre os actores políticos e militares, mostra ser um duro golpe para os planos de construção da paz e programas na Guiné-Bissau", disse Mutabola.

A morte em Janeiro do presidente Malam Bacai Sanhá, levou à realização de eleições presidenciais antecipadas. A primeira volta teve lugar no passado dia 18 de Março. A segunda volta está marcada para 22 de Abril entre o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o ex-presidente Kumba Yala.

O representante da ONU acrescentou que não deve ser subestimado o impacto na esfera governativa das eleições antecipadas, porque (citamos) “em primeiro lugar, os poderes do presidente interino são constitucionalmente circunscritos, e em segundo lugar, a candidatura do primeiro-ministro e o envolvimento de outros titulares de cargos na campanha afectou ainda mais a operacionalidade do governo."

Exemplo desse impacto é o facto de não poder ser assinado um orçamento até que haja um presidente eleito.

A grande prioridade na Guiné-Bissau continua a ser matéria de reforma do sector da segurança ", pedra angular da reforma sem o qual não se consegue consolidar a democracia e a estabilidade."

Falando na mesma reunião do Conselho, a Presidente da Configuração da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas, a Embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, salientou a necessidade de não se perder de vista esta área prioritária por decorrer um processo eleitoral. Viotti acrescentou ser uma prioridade neste campo o lançamento do fundo de pensões especiais para as forças armadas e as de segurança.

São ainda necessários esforços sustentados e orientados para a construção da paz, como reforçar o sector da justiça, consolidar o Estado de direito, lutar contra o tráfico de drogas, e criar oportunidades de emprego para os jovens.

A missão da ONU para a consolidação da paz na Guiné Bissau (UNIOGBIS) foi criada pelo Conselho em 2009 para promover a estabilidade no país, que tem sido assolado por golpes e instabilidade política desde que se tornou independente nos anos 70. O seu mandato actual expira em Fevereiro de 2013.



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