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Multiplicam-se apelos a investigação séria ao assassinato de jurista moçambicano

  • Ramos Miguel

Gilles Cistac

Gilles Cistac

Um dia depois do homicídio do constitucionalista moçambicano Gilles Cistac, continuam as condenações àquele acto, com os cidadãos a apelarem a uma investigação séria e urgente por parte das autoridades governamentais, sobretudo a policia e a procuradoria geral da republica.

A maior parte das acusações recai sobre a policia, que, segundo a imprensa, não se deslocou ao local onde o professor catedrático foi assassinado na manhã de terça-feira, 3, para recolher os primeiros dados periciais, e sequer interrogou testemunhas para identificar a marca da viatura em que se faziam transportar as pessoas que assassinaram Gilles Cistac.

O analista e jornalista Fernando Lima diz que entre as pessoas que devem ser interrogadas figuram os integrantes do chamado grupo 40, constituido, alegadamente, para defender os interesses do partido no poder.

Outra reacção foi a do académico Egidio Vaz, que considera que a liberdade de expressao e de pensamento está seriamente ameacada.

Para o presidente da Comissao Nacional para os Direitos Humanos, Custodio Duma, a morte de Gilles Cistac põe a nu o problema de insegurança no país.

Para a comunidade muçulmana, tratou-se de um acto de selvajaria.

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