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Mulheres de Malanje queixam-se do abandono dos maridos

  • Isaías Soares

Falta de pagamento de mesada, abandono do lar e fuga à paternidade no rol das principais denúncias

Quarenta e quatro casos de violência doméstica foram registados nos primeiros dois meses deste ano na província de Malanje de acordo com a Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher local.

Além disso, a fuga à paternidade e a falta de prestação de alimentos complementam um quadro que afecta os lares em Malanje.

“O meu marido não paga a renda de casa, não assume as crianças, neste momento ele fugiu de casa por causa da vergonha dos kilapis (dívidas) que tem de sete meses sem pagar a renda de casa”, conta Feta Domingos, uma das vítimas do abandono por parte de chefes de família.

A alimentação e a escola dos filhos são relegadas para o último plano.

Rosaria Domingos, por seu lado, luta pelo registo da filha, cujo pai anda algures na cidade de Malanje.

“Já vim aqui para a Promoção da Mulher queixar-me, ele assumiu que vai registar a filha, vai sustentar mas até agora nada”, disse Domingos, advertindo que a filha "está a frequentar a 4ª classe e precisa de cédula para tratar outros documentos e ele não quer”.

A directora provincial do Ministério da Família, Ânsia Salatiel, considerou, no entanto, hater havido ver uma redução de ocorrências relativamente aos meses de Janeiro e Fevereiro de 2016.

A instituição registou 23 casos de incumprimento de mesada, seis de abandono do lar, igual número para a fuga a paternidade, três de ofensas corporais, igual quantidade de chantagem, dois de adultério e um caso de espancamento.

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