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Mulheres moçambicanas querem maior protagonismo no diálogo de reconciliação

  • Alfredo Júnior

Mulheres moçambicanas sentem-se capazes de fazer parte das negociações pela paz e reconciliação no país e querem participar no diálogo entre o governo e a Renamo.

Para elas, a família é fundamental para o país voltar a ter paz.

A tensão política no país tem provocado debates acesos em vários fóruns sociais. Um dos debates juntou 160 mulheres anónimas de quase todas esferas sociais do sul e centro do país.

Meredy Ndlovu, deu voz ao interesse do grupo em participar no diálogo pela paz:"Gostariámos que as pessoas de direito envolvessem a mulher neste processo."

Lina Segulane, complementou ao afirmar que "a mulher é fundamental, na medida que é ela que é a base para a educação da sociedade; é a mulher que educa e cuida da sociedade".

Estas mulheres traçaram metas claras e objectivas de como a mulher pode-se enquadrar e intervir na pacificação nacional e Maria Helena define a família como o principal ponto de partida para a preservação da paz.

O encontro deste grupo teve o apoio do Bispo Emérito da Igreja Anglicana, Dom Dinis Sengulane, um dos facilitadores do diálogo entre o Governo e a Renamo, que sugeriu às mulheres a criação de Clubes pela Paz.

"Porquê não criar os clube de paz, onde podemos falar à vontade independentemente das cores políticas?" questionou o religioso.

O grupo tem também o apoio de Graça Machel, patrona da Fundação Para o Desenvolvimento da Comunidade.

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