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Mulheres continuam a ganhar menos que os homens em todo o mundo

  • Amâncio Miguel

Maria Paula Vera Cruz, sindicalista moçambicana, defende mais formação da mulher para reduzir o fosso.

Se o ritmo actual continuar, apenas no ano 2186 é que a igualdade económica entre homens e mulheres será uma realidade, diz um novo relatório do Fórum Económico Mundial.

Pelas contas do Fórum Económico Mundial isso será precisamente em 170 anos.

O relatório denuncia o facto de as mulheres continuarem a ganhar menos que os homens em todo o mundo, mesmo fazendo trabalho similar.

O estudo foi feito em 144 países e verificou aspectos ligados à educação, saúde, participação económica e oportunidades políticas, tendo concluído que o cenário melhorou em 68 países e piorou em 74.

Os países mais desenvolvidos reduziram mais o fosso, com a Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia no topo da igualdade de género.

Caso surpreendente foi o do Ruanda, país africano em desenvolvimento, que subiu para o quinto lugar, com mais mulheres do que homens no mercado laboral.

Ruanda é também o paós que mais mulheres tem no parlamento, em todo o mundo - 64 por cento.

Moçambique melhor classificado na lusofonia

Entre os países de língua portuguesa, Moçambique é o melhor classificado, na 21ª posição, seguido de Portugal e Cabo Verde, respectivamente nas posições 31ª e 36ª. Brasil figura na 79ª e Angola na 117ª.

Os Estados Unidos não conseguiram figurar entre os 25 países com melhor classificação. Estão no 45º lugar.

O relatório adverte que os países que pretendem continuar competitivos precisam de priorizar a igualdade de género nas suas estratégias de desenvolvimento do capital humano.

A sindicalista moçambicana Maria Paula Vera Cruz, concorda com a nota.

Maria Paula Vera Cruz, Presidente Fórum Mulher

Maria Paula Vera Cruz, Presidente Fórum Mulher

Em entrevista à VOA, Vera Cruz, que preside a organização Fórum Mulher, diz que maior investimento deverá ser dado à formação da mulher para que possa competir melhor.

Vera Cruz sublinha igualmente a necessidade de protecção da mulher no emprego, em particular no sector privado, onde a mulher é ainda vista como “mão-de-obra barata”.

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