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Mugabe pede fim das sanções económicas impostas ao Zimbabwe

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Robert Mugabe, na 71a Assembleia Geral das Nações Unidas, 21 de Setembro, 2016.

Robert Mugabe, na 71a Assembleia Geral das Nações Unidas, 21 de Setembro, 2016.

...e pede transparência nas Nações Unidas.

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, pediu, hoje, 21, o levantamento das sanções económicas impostas por potenciais ocidentais ao seu país, em resposta à sua má governação.

Discursando na 71a Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Mugabe disse que “as sanções impostas pelos neo-imperialistas punem o povo do Zimbabwe, por ser independente”.

Ele criticou “os Estados Unidos e outras potencias ocidentais” por manterem o bloqueio económico ao seu país nos últimos 16 anos, o que segundo ele viola os princípios das Nações Unidas.

As sanções económicas e financeiras foram impostas em 2001, pelos Estados Unidos, em resposta às graves violações dos direitos humanos e desrespeito ao Estado de direito.

As mesmas incluem restrições no apoio financeiro americano, banimento de viagens aos Estados Unidos de determinados indivíduos, banimento de trocas comerciais de bens de defesa e serviços, e suspensão de todo o apoio governamental não humanitário.

Os Estados Unidos continuam a liderar a ajuda humanitária ao povo do Zimbabwe.

Por várias vezes, o governo americano disse que o levantamento de sanções apenas teria lugar caso o Zimbabwe opere reformas democráticas credíveis, transparentes e douradouras.

No entanto, Mugabe disse que se as sanções não forem levantadas, o seu país não irá cumprir as metas de desenvolvimento internacionalmente acordadas.

Reformas no Conselho de Segurança

Quanto às Nações Unidas, Mugabe pediu mais transparência, inclusão e reformas, em particular no Conselho de Segurança e na escolha do novo líder da organização.

Esse comentário e desqualificado por activistas zimbabweanos dos direitos humanos que consideram caricato um Presidente no poder há 36 anos questionar transparência.

Mugabe elogiou o trabalho do Secretário-geral cessante das Nações Unidas Ban Ki-moon, em particular por ter apoiado a agenda africana na organização e ajudado a ultrapassar crises como a da Ébola, matou milhares no continente.

“Muitos de nós teremos saudades, especialmente em África”, de si (Ban Ki-moon), disse Mugabe a terminar a sua intervenção.

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