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MPLA quer diálogo com a oposição e defende a liberdade e justiça - Norberto Garcia

  • Arão Ndipa

Norberto Garcia

Norberto Garcia

Manifestações não podem pôr em perigo a ordem pública, diz dirigente provincial do partido no poder

Um destacado dirigente do partido no poder em Angola, o MPLA, diz que este quer o diálogo com a oposição e está pronto a ouvir o que dizem os outros partidos políticos.

Contudo isso tem que ser feito no quadro do parlamento em que o MPLA tem a maioria ganha em eleições e como tal tem o direito da maioria de rejeitar ou aceitar as propostas da minoria.

Norberto Garcia, secretário provincial do MPLA em Luanda para a Informação Propaganda, reagia assim aos recentes acontecimentos no país em que as autoridades proibiram manifestações e em que um militante da CASA CE foi morto por elementos da Guarda Presidencial em circunstâncias ainda por esclarecer.

As manifestações em Angola são legítimas desde que se respeite a lei, disse o secretário provincial do MPLA em Luanda para a informação e propaganda.

Falando á Voz da América Garcia disse que quer qualquer convocação de manifestação que seja acompanhada claramente de atitudes que demostraram que a manifestação “vai pôr em causa a segurança pública e o interesse público, a polícia tem claramente que tomar providências”.

“É assim em qualquer parte do mundo,” disse este dirigente do MPLA que lamentou a morte do militante da CASA CE pela Guarda Presidencial no Sábado passado.

Acrescentou no entanto que “a autoridade pública em qualquer parte do mundo tem que ser respeitada”.

“O MPLA vai continuar a defender o humanismo, a liberdade e a justiça social,” disse, afirmando serem esses os “valores fundamentais” do MPLA.

O analista político Celso Malavoloneke descreveu de “bastantes tristes” os acontecimentos de 23 de Novembro.

Esses acontecimentos, disse, são a prova “ da incapacidade da classe política do nosso país em dialogar e de pôr os interesses da nação acima dos interesses político-partidários”.

Malavoloneke acusou “políticos” de “manipularem” os seus apoiantes em buscas dos seus objectivos político-partidários.

“ A violência verbal que protagonizaram e que conduziu a tensões extremas e o não acatamento do conselho do ministério do interior e da polícia faz passar uma imagem de partidos políticos ou de políticos que queriam a todo o custo atingir os seus objectivos ainda que fosse á custa do sangue e do sofrimento dos cidadãos que acreditam neles,” disse.

O analista Vítor Aleixo disse contudo que excessos da polícia contribuíram para o que se passou fazendo notar que “foi muito em cima do acontecimento” que se decidiu não autorizar a manifestação.

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