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MPLA queixa-se das críticas da oposição

  • Armando Chicoca

Secretário-geral do MPLA, Dino Matross, no Namibe

Secretário-geral do MPLA, Dino Matross, no Namibe

“A UNITA, o PRS e a tal CASA, procuram ofender o nosso presidente", diz secretário-geral do MPLA, Dino Matross

O Secretário-geral do MPLA Dino Matross apela a cessação da campanha de diabolização contra o candidato do seu partido.

O político diz que não é justo, que a UNITA, o PRS e a CASA-Coligação Eleitoral lancem campanha de insultos e diabolização contra o candidato José Eduardo dos Santos, cabeça de lista do partido no poder, o homem que mandou parar a guerra em defesa de vidas humanas e, indultou aqueles que lutavam contra o povo angolano.

“A UNITA, o PRS e a tal CASA, procuram ofender o nosso presidente, o nosso candidato, aquele homem que depois do dia 22 de Fevereiro de 2002, os camaradas sabem, eu não vou dizer porquê, qual é a causa, mandou cessar as hostilidades e cuidou da vida daqueles que lutavam contra nós”, esclareceu, o político do partido dos camaradas.

Em jeito de desabafo disse que, não é justo ofender um homem destes, que trouxe a paz. Igualmente, reiterou que não é justo ofender esse homem, que perdoou aqueles que lutavam contra o povo angolano”.

Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, fez estas declarações em acto de massa que decorreu no estádio Joaquim Morais, no passado sábado, 11 de Agosto, ante a presença de mais de quinze mil militantes do seu partido, no quadro da campanha eleitoral.

Apesar desta tempestade, o MPLA, segundo o Secretário-geral daquele partido que governa o país, na sua campanha para eleições gerais de 31 de Agosto, vai continuar a pautar por princípios cívicos que visem cimentar a reconciliação e coesão, na base do respeito pela diferença, abstendo-se em responder os insultos e ataques de partidos políticos que almejam atingir ao poder.

Enfatizou que esta manifesta vontade do MPLA, visa igualmente, contribuir na manutenção da paz, duramente alcançada pelo povo angolano.

“Evitamos atacar outras formações políticas, por isso, na nossa campanha eleitoral, apenas falamos das acções que realizamos, que estamos a realizar e aquelas que vamos fazer, procurando sem não atingir sensibilidades de ninguém” disse, Dino Matross.

O político também falou da famosa corrupção endémica há muito propalada em Angola. Dino Matross defende-se que a corrupção é um mal que deve ser combatido por todos angolanos, independentemente da matriz política de cada um.

O Secretário-geral do MPLA refutou o pensamento segundo o qual, em Angola os corruptos são exclusivamente os militantes do partido no poder.

«Falam e atacam-nos que nós é que somos corrompidos na administração. Mas o povo angolano sabe que na administração central, provincial, Municipal e comunal, não só trabalham os militantes do MPLA. Se há corrupção que estamos a combater, também estão lá elementos destes partidos. Portanto, todos nós devemos é trabalhar no sentido de combatermos a corrupção porque é um mal que enferma qualquer sociedade e não se pode imputar este fenómeno ao MPLA».

O Número 2 do partido Nº 2, no boletim de votos às eleições de 31 de Agosto, exortou os militantes, simpatizantes, amigos do MPLA e população eleitor, sobre os cuidados a ter em conta com as supostas mensagens falaciosas, que na óptica de Dino Matross, não passam de mera utopia.

«Camaradas, cuidado com a política falaciosa destes partidos, com as promessas que não poderão cumprir e alguns deles, não sei se hão de passar»

A pedido da primeira secretaria Provincial do Namibe do MPLA, Cândida Celeste da Silva, os militantes do partido dos camaradas, homenagearam a figura do General Rafael Sapilinha Sambalanga, falecido por doença, ao longo da semana finda, na república de Cuba.

O General Rafael Sapilinha Sambalanga, além de ser o primeiro dirigente na era do partido único a assumir o cargo "duplo" de Coordenador Provincial do MPLA e Comissário provincial do Namibe na década oitenta, deixou marcas indeléveis no que tange a alfabetização e escolarização da população e dos responsáveis que naquela altura, maioritariamente tinham entre a 4ª e 6ª classes, tendo aberto turmas especiais onde os responsáveis do aparelho do estado na província eram obrigados frequentar as aulas académicas.

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