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MPLA e oposição com leituras diferentes da longevidade de José Eduardo dos Santos no poder

  • Coque Mukuta

José Eduardo dos Santos

José Eduardo dos Santos

Presidente de Angola assumiu o poder há 37 anos.

O Presidente angolano José Eduardo dos Santos completa hoje, 21 de Setembro de 2016, 36 anos no poder, sendo o segundo dirigente com mais tempo no cargo em África.

O mais longevo é Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné-Equatorial.

Políticos da oposição afirmam que 37 anos poder é demasiado tempo, enquanto o MPLA destaca que a dimensão humana de Santos de integrar adversários.

Depois de 37 anos no poder, aumenta o coro dos que dizem ter chegado a hora de José Eduardo dos Santos abandonar o poder.

Lindo Bernardo Tito, porta-voz da CASA-CE, reconhece que o Presidente da República foi ao poder muito cedo e que os ganhos que hoje devia evocar acabam por se apagar por causa da longevidade do poder.

“Obviamente alguma fez ao serviço do país, mas os ganhos que ele podia hoje evocar acaba por se esfumar por causa da longevidade desta magistratura”, apontou Tito, que acusa Santos de gerir o país com interesses pessoais.

Alcides Sakala, porta-voz da UNITA, também crítica a longevidadee afirma que “quem fica muito tempo no poder não consegue dar solução aos problemas do país”.

Sakala considera que o país deve enfrentar grandes mudanças em 2017.

MPLA destaca humanismo

Por seu lado, Aniceto Cunha, político do MPLA,recorre à história, reconhece a longevidade e afirma que José Eduardo dos Santos tem uma dimensão humanista em integrar na sociedade os seus adversários políticos.

“O país tem quatro grandes heróis que a historia reconhece, Dr. António Agostinho Neto, Dr. Savimbi, Holden Roberto e José Eduardo dos Santos, e o maior feito que ele terá é a paz que conseguiu e a forma como tratou os seus adversários, aponta Cunha.

José Eduardo dos Santos fez os seus estudos superiores no Instituto de Petróleo de Gás de Bakú, na ex-União Soviética, onde licenciou-se em engenharia de petróleos, em Junho de 1969.

Em 1979, após a morte de Agostinho Neto, foi escolhido pelo MPLA para presidente do partido e do país e assumiu a Chefia do Estado a 21 de Setembro de 1979.

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