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MPLA e Unita trocam acusações sobre activistas

  • Manuel José

 João Pinto, deputado do MPLA

João Pinto, deputado do MPLA

Casa-CE disse ser um julgamento político e que José Eduardo dos Santos já condenou os activistas.

No dia quem começou o julgamento dos 17 activistas em Luanda, acusados de rebelião e tentativa de golpe de Estado, o MPLA, no poder, acusou a Unita, na oposição, de manter ligações aos acusados.

O partido do galo negro reagiu de imediato afirmando que só falta ao Governo culpar a oposição pela chuva ou pelo lixo nas ruas de Luanda.

O deputado do MPLA João Pinto disse que o início do julgamento “mostra que Angola não se verga às pressões internacionais e ingerências nos assuntos internos”.

“Os poderes em Angola estão separados, não se pode permanentemente descredibilizar as instituições do Estado", reiterou, afirmando haver claramente uma ligação intima entre os activistas e as forcas políticas na oposição.

"Algumas forças políticas que agora se fazem de defensores dos Direitos Humanos, no passado incendiavam comboios de civis”, acusou Pinto.

“A Unita e vimos nas redes sociais fotos e dirigentes da UNITA na sua ligação familiar com estes jovens, e muitos são da JURA", acrescentou.

Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da UNITA

Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da UNITA

Em resposta, Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da Unita, diz que não admira esta posição do governo do MPLA em culpar a Unita por tudo que corre mal.


"O governo do MPLA e de José Eduardo dos Santos nunca soube fazer política diferente desta, a Unita é a culpada de todos os males da sua própria incapacidade”, acusou.

“Só falta dizerem que é a Unita que manda cair a chuva, o lixo e é uma pena termos Joaos Pintos para dizer estas coisas”, acrescentou.

Por seu lado, a Casa-CE, através do seu secretário-geral Leonel Gomes ,disse não acreditar muito na imparcialidade do julgamento.

"Isto não tem nada de jurídico, mas sim político, eles são presos políticos, o presidente do MPLA já os condenou publicamente, quando comparou os jovens ao 27 de Maio", concluiu.

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