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"MpD vai vencer eleições de 2016 em Cabo Verde", diz Ulisses Correia e Silva

  • Eugénio Teixeira

Ulisses Correia e Silva, à direita, entrevistado por Egénio Teixeira

Ulisses Correia e Silva, à direita, entrevistado por Egénio Teixeira

Em entrevista à VOA, Ulisses Correia e Silva afirma que o partido tem feito uma oposição responsável.

Em Cabo Verde, no ano em que comemora 25 anos de existência, o presidente do Movimento para a Democracia(MpD), na oposição, garante que o partido goza de boa saúde e mostra-se preparado fazer o combate político e vencer as eleições gerais em 2016.

Em entrevista à VOA, Ulisses Correia e Silva afirma que o MpD tem feito uma oposição responsável, criticando o que vai mal na governação, mas disponível para viabilizar alguns projectos importantes para a vida do país.

A vitória nas eleições legislativas em 1991 e 1996 constituem os pontos marcantes na vida do partido, realça Ulisses Correia e Silva, que destaca também a aprovação da Constituição de 1992 como outra grande acção desenvolvida pelo seu partido entre outras contribuições de grande importância para a consolidação do sistema politico e democrático do arquipélago.

No entanto, a caminhada do MpD fica também marcada por alguns momentos conturbados, com realce para as cisões de 1993 e 2000.

No primeiro caso, por divergências com o entã opresidente do partido Carlos Veiga, Eurico Correia Monteiro e outros destacados dirigentes decidiram abandonar o MpD e criar o PCD, enquanto Jacinto Santos, um dos fundadores do Movimento para a Democracia e outros membros do partido, por discordância com a forma que o processo para a eleição do novo líder estava a ser conduzido em 2000, decidiram sair e criar o PRD.

Contudo, o tanto o PCD como o PRD não conseguiram impor-se, acabando por desaparecer da cena política cabo-verdiana.

Para Ulisses Correia e Silva, o MPD soube tirar as ilações desses momentos menos positivos, afirmando-se hoje como um partido maduro, unido e preparado para ser alternativa de governação em 2016.

O líder da oposição defende mudanças na forma de fazer política, já que em seu entender, o PAICV tem governado o país na lógica de partido/Estado, a matriz utilizada na vigência de partido único.

Com o MpD no poder, ninguém será tratado de forma diferente por pertencer ao partido A ou B, “vamos trabalhar para servir todos os cabo-verdianos em pé de igualdade”, garante.

Outro aspecto ressalvado Correia e Silva prende-se com a necessidade do Estado de reduzir os custos de funcionamento e deixar de exercer o excessivo controlo de quase tudo.

O Governo deve ocupar-se de áreas específicas, devendo criar espaços para que o sector privado possa expandir as suas actividades, abrindo caminho para a criação de empregos, sobretudo para os jovens,avança o presidente do MpD.

Sobre a “reforma do Parlamento que engloba a tão falada proposta de novo estatuto dostitulares de cargos políticos”, Ulisses Correia e Silva considera que os dois principais partidos perderam tempo demais para a viabilização do projecto, devido a alguma demagogia política, por isso defende que o referido projecto deve ser discutido e aprovado.

Ainda assim, admite que alguns itens do novo estatuto dos titulares de cargos políticos devem ser revistos, tendo em conta a situação económica do país.

Para Ulisses Correia e Silva a não aprovação do instrumento que dignifica os titulares de cargos pode perigar a vida política e a democracia no país.

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