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Moçambique é boa opção para investimento, diz Subsecretário de Estado americano


O presidente da Zâmbia, Michael Sata (à direita), à frente de Armando Guebuza por ocasião das celebrações do centenário do ANC

O presidente da Zâmbia, Michael Sata (à direita), à frente de Armando Guebuza por ocasião das celebrações do centenário do ANC

“Moçambique tem um comportamento fenomenal. Está no bom caminho no processo eleitoral e no que troca à estabilidade"

“África é a última de todas as fronteiras” do desenvolvimento económico, afirmou Don Yamamoto, destacado representante do Departamento de Estado americano para os Assuntos Africanos, numa entrevista à VOA.

O Subsecretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos dos EUA, Don Yamamoto, falava à margem de uma conferência de dois dias sobre o comércio global, que está a decorrer em Washington, sob o patrocínio da Secretária de Estado Hillary Clinton.

Don Yamamoto

Don Yamamoto

Disse aquele diplomata, em entrevista à VOA: “Consideramos agora África como a última fronteira. Não a última fronteira, mas a última de todas as fronteiras. E está a expandir-se, porque há oportunidades. Se olharmos para os próximos dez anos, África irá ser, muito provavelmente, onde iremos encontrar as nossas melhores oportunidades para o desenvolvimento comercial”.

Yamamoto chama a atenção para as tendências em África, onde existem 20 países favorecendo a democracia, onde uma classe média vai “explodir” com uma taxa de crescimento populacional que irá culminar com mil milhões de pessoas a viver no continente africano.

Aquele diplomata nota, ainda, que África vai ter um universo de consumidores educados, tecnicamente avançados, pelo que os investidores têm que tirar vantagem dessas oportunidades.

Nessa perspectiva, Moçambique é uma boa opção de investimento, diz Yamamoto: “Moçambique tem um comportamento fenomenal. Está no bom caminho no processo eleitoral, no que troca à estabilidade. Acabaram de receber fundos da Conta do Desafio do Milénio no valor de 507 milhões de dólares. A sua economia está a ter um bom comportamento. O governo está a fazer as coisas certas em muitas áreas para promover, não apenas o desenvolvimento, mas os valores democráticos e a estabilidade”.

O Subsecretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos dos EUA fez uma referência a Cabo Verde e ao facto do aeroporto do Sal ser um de apenas quatro aeroportos africanos que tem instalações de nível um, ou seja: com o mais alto nível de segurança.

Yamamoto diz que Cabo Verde pode usar o aeroporto do Sal para se transformar numa plataforma para a entrada e saída de mercadorias e de abastecimentos entre África e a Europa.

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