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Traficantes de órgãos humanos operam livremente em Moçambique


Vítima de extracção de olhos

Vítima de extracção de olhos

Identificadas 39 partes do corpo humano retiradas das vítimas e destinadas à feitiçaria. Entre os casos reais documentados há uma mulher estéril, que usava um “cinto” feito de órgãos sexuais de crianças.

4 Fev 2011 - Em Moçambique regista-se um caso de tráfico de tráfico de partes do corpo humano em cada duas semanas para rituais de feitiçaria, mas admite-se que a percentagem possa ser superior - revela um estudo elaborado pela Liga Moçambicana dos Direitos Humanos a que a Voz da América teve acesso em exclusivo.

O documento foi elaborado ao longo de 14 meses, na sequência um trabalho de campo envolvendo mais de 300 testemunhos pessoais em todas as províncias de Moçambique e da África do Sul. De acordo com a Dra. Susana Ferreira, as regiões mais afectadas são as províncias moçambicanas de Tete, Cabo Delgado e Zambézia e as de Kwazulu Natal e de Eastern Cape, na África do Sul.

Foram identificadas 39 partes do corpo humano retiradas das vítimas e destinadas para fins de feitiçaria. Nalguns dos casos documentados, órgãos e membros do corpo humanos foram retirados das vítimas ainda enquanto estas estavam vivas. Os investigadores entrevistaram e fotografaram os sobreviventes. Entre os casos reais documentados cita-se o de uma mulher estéril, que queria engravidar, e que usava um “cinto” feito de órgãos sexuais de crianças.

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos pretende com este estudo motivar os parlamentos moçambicano e sul-africano a criarem legislação – hoje inexistente – para punir casos de tráfico de partes do corpo humano. A África do Sul é o país de destino desse tráfico, enquanto que o país de oferta é Moçambique.

Clique na barra abaixo, ou acima desta notícia, para ouvir a entrevista que a Dra. Susana Ferreira concedeu à VOA, com a advertência de que algumas revelações podem chocar as pessoas mais sensíveis.

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