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EUA apelam à RENAMO para rever posição eleitoral

  • William Mapote

Embaixador americano em Moçambique, Douglas Griffiths

Embaixador americano em Moçambique, Douglas Griffiths

“Gostaria de ver todos os partidos participarem nas eleições", disse o embaixador americano em Maputo.

Os Estados Unidos, através da sua embaixada em Maputo já iniciaram contactos com a RENAMO para tentar demover aquele partido moçambicano da sua intenção de boicotar os próximos processos eleitorais, nomeadamente, as eleições autárquicas previstas para 20 de Novembro próximo.
Depois de conhecidas as intenções da RENAMO, que reitera a intenção de boicotar os processos eleitorais, por discordar com a lei eleitoral recentemente aprovada no parlamento, o embaixador americano em Maputo, Douglas Griffiths, já se reuniu com a chefia da bancada parlamentar deste partido, ao nível da Assembleia da República, para aconselhar a participação no processo, em nome da democracia nacional.

“Já tive a oportunidade de falar com a bancada parlamentar da RENAMO e transmiti a mensagem de encorajamento para a participação dentro do parlamento, da comissão eleitoral e nas eleições autárquicas, quer nacionais” disse Griffiths em entrevista a jornalistas.

Segundo o diplomata americano, o seu país advoga a participação de todos os partidos políticos nos processos eleitorais por forma a dar mais opções de escolha aos eleitores nacionais e qualquer queixas ou reclamações dos intervenientes tem espaço suficiente para serem denunciados.

“Gostaria de ver todos os partidos participarem nas eleições. Eu acho que o povo merece opções e a democracia com muitos partidos é importante incentivarmos todos os partidos a participarem, se tiverem problemas ou queixas, devem participar, nomeadamente, através da comunicação social”.

Apesar de a RENAMO ser, actualmente o partido que centra as preocupações por ser o maior movimento na oposição, Griffiths disse que as conversas que a sua embaixada está a levar a cabo não se restringem apenas ao partido de Afonso Dhlakama, e são extensivos a todos os outros actores políticos nacionais.

“Nós estamos a comunicar com todos os partidos políticos aqui em Moçambique, faz parte do dever de qualquer embaixada e a nossa mensagem é igual: Termos eleições livres, transparentes, com participação de todos os partidos políticos”.

Apesar dos apelos a participação que recebe de vários sectores, a RENAMO parece estar decidida a levar adiante as suas intenções de boicote.

Depois de ter ignorado participar dos debates que aprovaram alei eleitoral e, mais recentemente, a nomeação de membros para integrarem a comissão ad-hoc para a escolha de representantes da sociedade civil na CNE, o chefe da mobilização da RENAMO ao nível da cidade da Beira, Horácio Calavete, disse num contacto com membros do seu partido durante o fim de semana que "não vai permitir que haja recenseamento eleitoral e muito menos eleições autárquicas deste ano e gerais do próximo ano".
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