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Temporal em Nampula causa mortes e devastação

  • Faizal Ibramugy

Castro Sanfins Namuaca, presidente do Conselho Municipal de Nampula (VOA / Faizal Ibramugi)

Castro Sanfins Namuaca, presidente do Conselho Municipal de Nampula (VOA / Faizal Ibramugi)

Três pessoas perderam a vida electrocutadas e outras três foram arrastadas pela chuva.

Um violento temporal saudou este início do ano no norte de Moçambique. Há mortos, desalojados, casas destruídas, estradas intransitáveis e problemas no abastecimento de água potável e electricidade.

Pelo menos seis pessoas perderam a vida, 128 infra-estruturas entre residenciais e edifícios sociais ficaram destruídas na sequência das chuvas acompanhadas por ventos fortes nos primeiros dez dias do período chuvoso na cidade de Nampula.

Dos mortos, três pessoas perderam a vida electrocutadas e outras três foram arrastadas pela chuva.

Segundo as autoridades municipais, para além de mortes e a destruição de casas e infra-estruturas sociais, sete estradas localizadas no posto urbano de Muatala, um dos maiores habitados na urbe, encontram-se intransitáveis.

O sistema normal de abastecimento de água ficou afectado bem como o sistema de distribuição de energia eléctrica, estando a cidade de Nampula a registar oscilação e restrição frequente no abastecimento da energia eléctrica e água, respectivamente.

Quatro postos de transformação de energia eléctrica, abastecendo os quatro principais bairros de Nampula, ficaram danificados, assim como vários quilómetros de condutas do sistema de abastecimento de água foram arrastadas pelas chuvas.

O Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Castro Sanfins Namuaca, disse que embora as chuvas nos últimos dez dias tenham aspectos positivos, como os níveis altos de água na barragem que abastece a cidade de Nampula, “as chuvas estão a trazer vários problemas difíceis de reparar”.

Referiu, por exemplo, que apesar dos níveis de água terem subido na barragem, a água continua a ser distribuída de forma deficiente nos últimos dez dias, havendo bairros onde os munícipes são obrigados a consumir água imprópria.

Entretanto, segundo Castro Sanfins Namuaca, neste momento algumas famílias afectadas pelas chuvas já estão a receber apoios por parte da edilidade, o que lhes permite a reconstruírem as suas habitações. O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades juntou-se ao gesto da edilidade e disponibilizou nesta esta semana, 50 rolos de plásticos para cobertura, 4 fardos de roupa usada e 100 pares de chinelos.

O presidente do Conselho Municipal de Nampula fez fortes apelos no sentido de as comunidades locais observarem todas as medidas necessárias, nomeadamente, a construção de aterros sanitários no local de residência, a ferver água antes de beber e a lavar as verduras para evitar doenças diarreicas.

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