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Moçambique: Movimento islâmico cancela greve


Centro comercial em Maputo

Centro comercial em Maputo

A greve tinha sido convocada para protestar contra a vaga de criminalidade afectando empresários de origem asiática.

Em Moçambique, comércio, indústria e instituições de prestação de serviços abriram hoje normalmente as suas portas em todo o país depois da desconvocação da greve promovida pelo movimento islâmico de Moçambique.
A greve tinha sido convocada para protestar contra a criminalidade , sobretudo a onda de sequestros de empresários de origem asiática baseados na capital do país.


A greve fica sem efeito, mas uma manifestação foi agendada para o próximo sábado em Maputo.
A chamada greve económica anunciada pelo grupo dos muçulmanos foi suspensa “sine die” na sequência de um encontro entre os líderes da comunidade e o presidente da república, Armando Guebuza. O encontro decorreu à porta fechada.
Depois da reunião com o chefe de estado, na cidade da Matola, o porta-voz do grupo, Amade Camal, desdobrou-se em entrevistas separadas aos órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros.
Amade Camal evitou revelar pormenores da conversa que o seu grupo manteve com o Chefe do Estado à porta fechada.
“Temos o prazer de anunciar a suspensão da greve das empresas, indústrias, comércio e instituições de prestação de serviços. Tomamos a decisão depois de um encontro com sua excelência o presidente da república.
O chefe de estado promete empenho pessoal no acompanhamento da situação da criminalidade em Moçambique que afecta toda a sociedade. Muitas vezes as alunas do pós-laboral que perdem transporte quando regressam às suas casas são violadas e mortas. Então a nossa comunidade decidiu fazer alguma coisa”- palavras de Amade Camal, porta-voz do Movimento Islâmico de Moçambique.
Mas antes da desconvocação da greve, alguns grupos de muçulmanos e comunidades Hindu, Ismaelita e Libanesa já tinham anunciado o seu distanciamento da iniciativa promovida pelo Movimento Islâmico de Moçambique, embora mantendo a condenação vigorosa da criminalidade. É que a chamada greve económica era considerada ilegal pelas autoridades que encorajam a colaboração de todos na luta contra o mal que se instalou comodamente na sociedade moçambicana.
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