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Moçambique: Números animadores na luta contra o paludismo

  • Simião Pongoane

As províncias de Nampula e Zambézia, por sinal as mais populosas, são igualmente as mais afectadas pelo paludismo devido às condições ambientais.

Moçambique está a ganhar a guerra sem quartel contra a malária, mas ainda não pode cantar vitória porque a maior parte das camas nas enfermarias de pediatria é ainda ocupada por doentes padecendo daquela doença em todo o país.

As províncias de Nampula e Zambézia, por sinal as mais populosas, são igualmente as mais assoladas pelo paludismo devido às condições ambientais.

Mas no início deste ano, a província de Gaza foi a mais assolada devido às cheias, segundo afirmou a chefe do Programa Nacional de Combate à Malária, Graça Matsinhe.

Os números indicam que em 2011, Moçambique registou 3.334.979 casos de malária, dos quais 3.200 resultaram em óbitos. No ano seguinte foram registados 3.204.333 casos que resultaram em 2.018 óbitos.

Estes dados apontam uma redução de 130 mil casos e 1.182 óbitos entre 2011 e 2012.

Matsinhe explica que esta situação é o resultado de esforços combinados entre o Ministério da Saúde e a população. As autoridades sanitárias fazem distribuição de redes mosquiteiras e pulverização intra-domiciliaria.

A população envolve-se no uso de redes mosquiteiras e na eliminação de focos de produção de mosquitos, causadores da Malária.

Mas a factura da Malária em Moçambique ainda é muito elevada no processo laboral e nas unidades sanitárias.

O dia internacional de luta contra a malária em Moçambique foi marcado por realização de feiras de saúde, distribuição de redes mosquiteiras e discursos de mobilização da população para intensificar o combate contra o mosquito que propaga a doença.
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