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Juíz decretou novamente a prisão de Vicente Ramaya um dos assassinos de Carlos Cardoso

  • Simião Pongoane

Mozambique - Convicted murderer Vicente Ramaya on his release. On his left without a tie is his lawyer Abdul Gani

Mozambique - Convicted murderer Vicente Ramaya on his release. On his left without a tie is his lawyer Abdul Gani

O condenado que esteve em liberdade condicional foi novamente encarcerrado não pela morte do jornalista moçambicano, mas por envolvimento em crimes durante a sua reclusão

O co-condenado pelo assassínio do jornalista moçambicano Carlos Cardoso, Vicente Ramaya, vai amanhã ao tribunal para ser ouvido, na sequência da sua detenção esta Segunda-feira.

Segundo o seu advogado, Abdul Gani, Ramaya devia ter estado hoje no tribunal, mas não se fez presente devido a problemas de saúde. Vicente Ramaya foi detido ontem nas instalações do Tribunal Judicial do distrito municipal Ka Mpfumo, em Maputo.

A sua detenção acontece dois meses depois de ter sido posto em liberdade condicional após cumprir metade dos 24 anos de prisão a que foi condenado por seu envolvimento na morte do jornalista Carlos Cardoso em Novembro de 2000.

Advogado Abdul Gani mostrou-se desgastado com a detenção do seu cliente, Vicente Ramaya, falou a imprensa e disse que a detenção do seu constituinte é um acto vergonhoso.

Para Abdul Gani esta detenção “não dignifica o sistema judiciário, não dignifica a justiça, e ficamos com a sensação que interesses ocultos se movem para atingir pessoas e satisfazer interesses não identificados.”

Entretanto, uma fonte do sistema de administração da justiça disse à Voz da América que a detenção de Vicente Ramaya foi ordenada pelo Tribunal Judicial do distrito municipal Ka Mpfumo por causa de fraude que Ramaya cometeu a partir das celas da cadeia de máxima segurança. A fonte não revelou o tipo de fraude.

Mas Vicente Ramaya tinha obtido a liberdade condicional em Janeiro último, a meio da pena de prisão, por alegado bom comportamento demonstrado na cadeia.
A decisão foi criticada pela Procuradoria-Geral da República. Agora tudo voltou à estaca zero e promete fazer correr muita tinta.
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