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Guebuza quer controlar Presidência mesmo depois de sair?

  • Redacção VOA

Contente. Armando Guebuza, presidente de Moçambique

Contente. Armando Guebuza, presidente de Moçambique

Partido nega que alteração aos estatutos tenha como objectivo dar controlo a Armando Guebuza sobre a presidencia da Republica a partir de 2014

O Presidente Armando Guebuza vai ser reeleito quarta-feira como presidente do partido no poder em Moçambique FRELIMO.

(Ouça a conversa com a jornalista Emilia Moyane)


A sua reeleição para o cargo surge na altura em que aumenta a especulação que Guebuza continuará a ser o verdadeiro poder no país mesmo quando tiver que abandonar a presidência da República em 2014 por exigência constitucional.

Desde a independência que o presidente do partido no poder tem sido o presidente da República.

Os delegados ao X Congresso do partido no poder em Moçambique, FRELIMO, começaram a discutir a alteração aos estatutos que alguns vêm que tem como objectivo garantir o poder de Guebuza sobre um futuro presidente.

Um deles, o artigo 75, afirma na sua nova versão que os eleitos e executivos “coordenam a sua acção com os órgãos do partido do respectivo e são perante este pessoal e colectivamente responsáveis pelo exercício de que funções que desempenham nos órgãos de Estado ou autárquicos”.

Isto tem levantado receios que o futuro chefe de estado terá que responder perante o presidente do partido que pela primeira vez na história do país poderão ser pessoas diferentes após as eleições de 2014.

Com efeito o actual presidente da República, Armando Guebuza, não pode concorrer a um terceiro mandato como presidente mas vai ser certamente reeleito como Presidente da Frelimo.

Isto significa que caso a FRELIMO vença as eleições de 2014 haverá um presidente que não será o presidente do partido.

Alguns analistas vêm a alteração dos estatutos como uma medida que visa dar a Guebuza o controlo sobre a presidência.

Um porta voz da FRELIMO negou esta especulação afirmando tratar-se de “apenas uma alteração técnica”.

As alterações visam assegurar que o partido poderá avaliar ao desempenho dos seus militantes que eles “são responsabilizados pelo exercício de certas funções com base na confiança política”.

O porta voz disse que isto é algo que ocorre em muitas partes do mundo.
O Congresso esteve Terça –feira a analisar tambem o programa do partido para os próximos cinco anos
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