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Maputo: Governo Reconsidera Aumentos de Bens Essenciais

  • Eduardo Ferro

Ferido na revolta popular, Maputo/Setembro 2010

Ferido na revolta popular, Maputo/Setembro 2010

O governo vai compensar estas novas medidas com a contenção da despesa pública

O governo moçambicano anunciou hoje a descida dos preços do pão, do arroz de terceira qualidade e, temporariamente, do açúcar. O preço do pão vai ser subsidiado. No caso do arroz vão ser retirados 7,5% dos direitos aduaneiros. Quanto ao açúcar, vai haver a suspensão temporária da sobretaxa de importação.

Para promover a baixa dos preços do pão a longo prazo o governo vai também encorajar a mistura da farinha de mandioca. Os preços da água e da energia eléctrica estarão dependentes do consumo. Em relação à água não há alteração para os consumidores até 5 metros cúbicos. Quanto à electricidade, os consumidores do chamado escalão social - até aos 100 KW - também não verão os seus preços alterados.

Na semana passada, aumentos dos bens essenciais provocaram uma revolta popular violenta em Maputo e manifestações noutras localidades nas províncias de Manica e de Tete.

Dados oficiais indicam que 13 pessoas morreram, mais de 600 ficaram feridas e cerca de 300 foram detidas na sequência dos motins motivados pelo aumento do custo de vida.

Na sequência de uma reunião extraordinária, o governo moçambicano anunciou, entretanto, que vai compensar estas novas medidas com a contenção da despesa pública com o congelamento dos salários dos quadros superiores e reduzindo viagens aéreas.

A propósito destas novas medidas o Filipe Vieira falou com o presidente da associação dos economistas de Moçambique, Armando Inroga, e começou por perguntar-lhe se as mesmas eram realistas.

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