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Autoridades de Bunhiça, obrigam vítimas das cheias a abandonar o centro

  • William Mapote

Cheias em Moçambique (Foto SAPO)

Cheias em Moçambique (Foto SAPO)

Crianças, mulheres e idosos fazem parte da população que ainda permanece no centro

Cerca de duas dezenas de vítimas das cheias estão em pé de guerra com as autoridades de um dos abrigos onde se encontram desde Fevereiro, nos arredores da cidade da Matola, em Maputo.

Segundo informações prestadas nesta terça-feira à imprensa, as autoridades do centro de acomodação de Bunhiça, estão a obrigar as vítimas a abandonar o centro e regressar à sua proveniência, sob alegação de que o período de emergência já terminou.


Os afectados recusam abandonar o abrigo, alegando que as suas casas continuam inundadas.

“Estão a nos obrigar a ir embora daqui. Havemos de ir para onde porque as nossas casas estão no corredor da água e continuam inundadas”, disse Felismina Cossa, uma das afectadas que está a ser expulsa do centro de Bunhiça.

Crianças, mulheres e idosos fazem parte da população que ainda permanece no centro. Dizem não ser da sua vontade permanecer no abrigo, contudo, não tem outra alternativa dadas as condições nos locais de proveniência.

Em resposta á recusa dos afectados, as autoridades cortaram o fornecimento de alimentos ao centro, o que deixa alguns abrigados numa situação de total desespero.

“Pararam de nos dar comida, já não sabemos o que é que havemos de fazer”, disse Anita Ubisse, 62 anos de idade e que permanece no abrigo.

O centro de Bunhiça é um dos dois centros de acomodação ainda activos na cidade e província de Maputo, onde permanecem, pelo menos perto de uma centena de pessoas.

Não foi possível ouvir a reacção das autoridades que tutelam a gestão de calamidades, sobre o caso do centro de Bunhiça.

Dos contactos realizados, os responsáveis do centro disseram que não estavam autorizadas a prestar declarações.
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