Links de Acesso

Moçambique prepara quadros para as indústrias extractivas

  • Francisco Júnior

 Marta Pecado

Marta Pecado

Há cada vez mais recursos minerais, cada vez mais multinacionais interessadas, e no terreno, mas a mão-de-obra local é ainda escassa e pouco qualificada.

Pesquisa-se petróleo, descobre-se grandes quantidades de hidrocarbonetos, muito gás e já se explora carvão. Carvão mineral.

Há cada vez mais recursos minerais, cada vez mais multinacionais interessadas, e no terreno, mas a mão-de-obra local é ainda escassa e pouco qualificada.

E foi para dar respostas a esse grande desafio que o Ministério de tutela decidiu elaborar e aprovar uma estratégia. A estratégia de formação e capacitação de recursos humanos para o sector dos recursos minerais.

Uma estratégia desenhada para o período compreendido entre os anos 2010/2020, década durante a qual se espera formar um total de 4 220 técnicos; dentro e além-fronteiras.
E já começou a maratona.

Neste momento, há pelo menos 118 bolseiros a participarem em cursos de nível médio e superior em Moçambique e no estrangeiro. Só no estrangeiro são 82, enviados para dois países: Angola e Malásia.

Na Malásia estão na Universidade de Petronas e em Angola no Instituto Nacional de Petróleos, uma instituição elogiada por Marta Pecado, chefe do Departamento de Recursos Humanos, no Ministério Moçambicano dos Recursos Minerais:

“Uma boa, muito boa instituição. Tencionam abrir até 2014 um instituto superior. Uma boa parte dos estudantes que o frequentam agora vai transitar para o instituto superior.”

Segundo Marta Pecado, a ideia é enviar, para Angola pelo menos 15 estudantes por ano e para Malásia 25.

Por enquanto, são apenas estes dois países, mas, para 2013, há outras perspectivas, outros destinos; a Chefe do Departamento de Recursos Humanos, no Ministério Moçambicano dos Recursos Minerais mencionou Trinidade e Tobago e Noruega. Há contactos com as autoridades daqueles dois países. A ideia é enviar também para lá outros grupos de estudantes:

“Estamos a trabalhar com as autoridades de Trinidad e Tobago, inscrevemos lá 10 estudantes numa primeira fase….estamos também a ver a possibilidade de mandar alguns estudantes para a Noruega para tirarem cursos em áreas especialmente viradas para os petróleos.”

Em Angola, por cada estudante, o Estado moçambicano paga 6 mil dólares americanos, por ano, e, na Malásia, 5 a 8 mil.

Para além de cursos específicos, como geologia, engenharia de petróleos ou perfuração, há outros considerados transversais e nos quais os moçambicanos se estão igualmente a formar, como economia, direito e mesmo psicologia.

A estratégia de formação de recursos humanos para o sector dos recursos minerais em Moçambique tem a duração de 10 anos e está orçada em cerca de 138 milhões de dólares americanos.

Para além da formação de estudantes, a estratégia prevê também a capacitação de técnicos que já estão a trabalhar nas grandes empresas ligadas à indústria extractiva em Moçambique.
XS
SM
MD
LG