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Chuva e lixo: Mistura letal ameaça Maputo

  • Simião Pongoane

Lixeira a céu aberto (foto de arquivo)

Lixeira a céu aberto (foto de arquivo)

Em Moçambique já começou a época das chuvas e as habituais preocupações em relação à saúde púbica voltam à tona.

Para além das lixeiras a céu aberto, autênticos viveiros de surtos de cólera, agora até carcaças de animais mortos são lançadas na berma das estradas.

As autoridades sanitárias estão muito apreensivas com a eventual eclosão de doenças como a cólera devido ao deficiente saneamento básico nos principais centros urbanos e de maior aglomeração populacional. De facto, o tratamento de resíduos sólidos é muito precário.

O município da Matola, considerado o coração industrial do país, está neste momento a braços com o caso do depósito de mais de 50 cabritos mortos na lixeira do Vale do Infulene por pessoas ainda não identificadas.



Os animais vinham de Tete num contentor fechado e morreram asfixiados.
Os camionistas aproveitaram a calada da noite para depositarem os animais mortos à porta da lixeira.Os vizinhos da lixeira denunciaram o facto.

Organizações ambientalistas repudiam a atitude do camionista e dizem que a falta de políticas públicas de construção de aterros sanitários para substituir as lixeiras a céu aberto, que pululam um pouco por toda a cidade e província de Maputo é preocupante.

O saneamento do meio é muito deficiente em Moçambique e todos os anos têm havido problemas de cólera. As soluções são conhecidas, mas o governo alega falta de condições financeiras para a construção de aterros sanitários adequados.

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