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Santo Egídio lança livro sobre acordo de paz em Moçambique

  • William Mapote

Livro sobre a Paz em Mocambique

Livro sobre a Paz em Mocambique

A comunidade do Santo Egídio vai lançar nesta sexta-feira, uma obra sobre o processo de paz que pôs fim a 16 anos de guerra civil em Moçambique.

A comunidade do Santo Egídio, uma instituição ligada ao Vaticano, vai lançar nesta sexta-feira, uma obra sobre o processo de paz que pôs fim a 16 anos de guerra civil em Moçambique.

A obra, da autoria do historiador italiano Roberto Della Rocca tem como título “A Paz” e conta como o país saiu da guerra civil, que culminou com a assinatura do Acordo Geral da Paz, entre a então guerrilha da Resistência Nacional de Moçambique, Renamo, e as forças governamentais da Frelimo.

“A ideia deste livro surge da necessidade de deixar uma memória histórica dos acontecimentos que marcaram o fim de uma longa guerra civil e que acabou marcando uma viragem da história do país” disse Maria Chiara Turini, representante da Comunidade de Santo Egídio em Moçambique.

Com 125 páginas, foi prefaciado pelo jornalista moçambicano Tomás Vieira Mário, um dos poucos jornalistas que viveu as negociações na capital italiana.

A obra conta com oito capítulos que retractam todo o processo que resultou na assinatura dos acordos de paz a 4 de Outubro de 1992, desde a origem da mediação, às negociações entre a Renamo e a Frelimo, as tensões que marcaram o processo, até ao acordo final, que continua a servir de exemplo de pacificação mundial.

“O livro conta os momentos mais marcantes dos 27 meses que duraram as conversações. Foram momentos que chegaram a ser considerados longos e que de facto, foram, mas que foram em tempo necessário para que as partes se entendessem e selassem um acordo que é um dos poucos exemplos ao nível de África”, realçou Chiara Turini.

Vinte anos depois, a Renamo continua a reivindicar a revisitação dos Acordos de Roma, facto que por vezes tem vindo a tona, com ameaças á mistura.

A Santo Egídio, considera que enquanto as reivindicações forem apenas verbais, tudo continua bem e mostra que ainda há desafios.

“Enquanto tudo for verbal claramente é legítimo. É necessário para a consolidação da democracia, mas claro tudo deve ser feito dentro de um diálogo e dentro das instituições criadas democraticamente”, concluiu.

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