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Comandante da polícia de Nacala mandado para a prisão

  • Faizal Ibramugy

Kalashnikovs

Kalashnikovs

Os polícias terão amealhado para o benefício próprio 500 mil dólares americanos, numa operação que decorreu de Maio de 2011 a Março deste ano

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Jorge Khálau, reagiu, confirmou a detenção do comandante distrital da Polícia da República de Moçambique em Nacala-Porto, Adriano Muanga, acusado de armazenar no comando, sem conhecimento e autorização dos seus superiores hierárquicos, 64 armas de guerra de tipo RPG-3 e AK-47, para além de mais de oito mil munições.

O comandante-Geral da Polícia de Moçambique, mandou de volta às celas oficiais envolvidos no tráfico de armas que, entretanto, haviam sido soltos pelo tribunal sob pagamento de caução, desautorizando neste caso os órgão da administração da justiça. Os referidos agentes são envolvidos na escolta e proteccão de mais de 60 armas de fogo de diferentes marcas e consideradas de grande calibre, carregadores, munições e outros materiais de protecção, aprendidas na cidade portuária de Nacala, norte dos pais, semana passada.

No total são 5cinco oficiais, incluindo o comandante da corporação na cidade de Nacala-Porto, Adriano António Lameque.

Entretanto, o porta-voz da Polícia em Nampula, João Inácio Dina, diz que não se trata de desautorizar ordens das autoridades da administração da justiça, porque segundo argumenta a fonte, os visados estão detidos para responderem a processo disciplinar e não criminal.

A VOA sabe que as armas ora encontradas em nacala em situação irregular são supostamente pertencentes a nove empresas internacionais de segurança marítima e, estavam a ser manuseadas por duas empresas, nomeadamente, Mocargo e GDI Consultores, cujas licenças não as conferem a prática daquela actividade.

Presume se que as armas sejam do fabrico americano, chinês e russo e que entraram no território moçambicano através da República do Quénia, por via aérea e descarregadas no Aeroporto Internacional de Nampula de onde seguiam em pequenas carrinhas para a cidade de Nacala, sob forte protecção policial, num esquema de total secretismo.

Os cinco agentes da polícia envolvidos nesse esquema de transacção das armas de fogo incluindo escolta, a partir de Nampula e a sua arrecadação e guarnição nos seus gabinetes de trabalho em Nacala, terão amealhado para o benefício próprio 500 mil dólares americanos, numa operação que decorreu de Maio de 2011 a Março deste ano.

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