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Os antigos militares moçambicanos querem 20 mil meticais

  • Simião Pongoane

Hermínio dos Santos

Hermínio dos Santos

O governo diz que não tem dinheiro para satisfazer as exigências dos ex-militares

O governo moçambicano e os antigos militares não se entendem sobre o aumento das pensões. Os desmobilizados de guerra querem incremento das suas pensões para enfrentar o elevado custo de vida e prometem paralisar o Pais e inviabilizar as eleições municipais já marcadas para 20 de Novembro próximo.

Segundo o Presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Hermínio dos Santos, os antigos militares querem 20 mil meticais, cerca de sete mil dólares americanos, por mês para cada desmobilizado de guerra.


Mas o governo, através do Ministério dos Combatentes, diz que não tem dinheiro para satisfazer as exigências dos ex-militares. Hermínio dos Santos desmente e promete liderar um movimento de desordem se os desmobilizados não receberem o dinheiro.

Existem pelo menos 160 mil desmobilizados de guerra que se combateram durante o conflito armado terminado há 21 anos com o acordo geral de paz assinado em Roma pelo governo e pela Renamo.

O processo da desmobilização, patrocinado pelas Nações Unidas, foi considerado o melhor e bem sucedido em países dilacerados por conflitos armados em todo o Mundo.

Agora, com o propalado processo da exploração dos recursos minerais em Moçambique, no meio de dificuldades da vida, os antigos militares procuram tirar vantagens exigindo pagamento pela sua participação no longo conflito armado.
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