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Demitido Presidente do Instituto Nacional de Segurança Social

  • Simião Pongoane

Vista da cidade de Maputo (Moçambique)

Vista da cidade de Maputo (Moçambique)

Demissão de Inocêncio Matavele. causada por escândalos frequentes no chamado banco do povo ou seja a aquele que guarda o dinheiro dos pensionistas

Caiu o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social, Inocêncio Matavele.

O PCA do INSS foi exonerado Sexta-feira última pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali, na sequência do escândalo financeiro de aquisição de imóvel para o então timoneiro do chamado banco do povo por cerca de um milhão de dólares norte-americanos, contra um valor considerado real do mercado de 100 mil dólares.

O escândalo, despoletado pela imprensa do sector privado no primeiro semestre deste ano, incluía a manifesta intenção do Instituto Nacional de Segurança Social de pagar uma factura de 25 milhões de meticais, cerca de 893 mil dólares norte-americanos para a aquisição de material de escritório.

Este preço é considerado cinco vezes mais caro em relação aos preços praticados no mercado para a mesma quantidade e qualidade do material pretendido.

O material seria fornecido por Ntuzi Investimentos, uma empresa do antigo Ministro do Interior, Almerino Manhenje, que esteve detido mais de um ano devido ao alegado desvio do dinheiro do estado quando ainda estava em funções.

Mas a novela do INSS é muito antiga. Aliás, quase todos os anos, há escândalos no chamado banco do povo ou seja a aquele que guarda o dinheiro dos pensionistas nacionais.

O Instituto tem sido usado como saco azul para financiar caprichos de dirigentes da instituição.

Na primeira semana deste mês, a Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, exonerou a Directora-Geral do Instituto em conexão com o mesmo escândalo financeiro que derrubou o idoso PCA, Inocêncio Matavele.

O Instituto Nacional de Segurança Social é tutelado pelo Ministério do Trabalho.
Analistas dizem que o simples afastamento de dirigentes da instituição não resolve o problema estrutural do Instituto, pelo que o governo moçambicano deve tomar medidas mais profundas para cortar o mal pela raiz. A ver vamos.
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