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RENAMO acantona cinco mil antigos guerrilheiros na Gorongosa

  • Redacção VOA

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO em Gorongosa onde diz ter acantonado actualmente mais de 5 mil antigos combatentes do período da guerra cívil

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO em Gorongosa onde diz ter acantonado actualmente mais de 5 mil antigos combatentes do período da guerra cívil

Partido da oposição diz que já reuniu mais de 5 mil homens e diáriamente vão chegando mais homens e mulheres que no passado lutaram contra a FRELIMO

Em Moçambique, o principal partido da oposição – RENAMO – confirmou que tem acantonado em Gorongosa cinco mil antigos combatentes disponíveis a lutar contra a Frelimo.

A decisão da RENAMO está a ser entendida como uma forma de pressão e visa forçar o presidente Armando Guebuza, líder do partido no poder a reatar o diálogo político com a oposição.

A deputada e membro da Comissão política da RENAMO, Ivone Soares foi categórica na sua entrevista a Voz da América esta manha, e diz que o seu partido está pronto para o der e vier.

“Estou a falar de Gorongosa onde estão mais de cinco mil homens, e diariamente vão se juntando mais homens e mulheres que estiveram envolvidos na guerra pela democracia e que hoje se vêem marginalizados…Este é um número praticamente simbólico que representa o universo das pessoas descontentes.”

A deputada da RENAMO diz que há vinte anos que os membros do seu partido e de outras formações políticas ficaram sujeitos a humilhações da FRELIMO, cujo governo controla a administração pública e o parlamento.

“De 1992 para cá a RENAMO remeteu-se a respeitar aquilo que assinou em Roma, os princípios estatuídos no Acordo Geral de Paz, no entanto a FRELIMO sistematicamente tende a criar situações de exclusão social, não só para os membros da RENAMO, mas para todos aqueles que não aceitam identificar-se com os valores que defende.”

A FRELIMO já respondeu no entanto a ameaça da RENAMO. Damião José é porta-voz do partido no poder e saiu em defesa do presidente Guebuza, durante a sua entrevista com a Voz da América.

“Não entendemos por que é que efectivamente o presidente da RENAMO não entra em contacto com o camarada Presidente, não entra em contacto com o nosso partido para apresentar aquilo que são as suas preocupações. Tudo que está a acontecer nós a FRELIMO apenas estamos a tomar conhecimento por via da Comunicação Social.”

As crispações políticas entre a RENAMO e a FRELIMO parecem ter atingido a um nível que as confissões religiosas decidiram se interferir. O Conselho Cristão de Moçambique anunciou que exigiu encontros entre Guebuza e Dhlakama. Segundo o jornal moçambicano, Canal de Moçambique, o CCM acabou de solicitar um encontro urgente com o presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama em face da crise político-militar e o regresso de Dhlakama para as matas de Gorongosa.

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