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Movimentos sociais convocam paralização da Guiné-Bissau na Quarta-feira

  • Lassana Casamá

Bissau

Bissau

Movimento Nacional da Sociedade Civil e Aliança pela Paz, Estabilidade e Democracia pedem ao Parlamento impugnação do PR.

Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau convocaram para amanhã, 26, o início de acções que visam a prometida desobediência civil.

O Movimento Nacional da Sociedade Civil, que reúne cerca de 160 organizações, e a Aliança pela Paz, Estabilidade e Democracia dizem que todos os transportes serão paralisados e pedem que os funcionários públicos fiquem em casa.

Esta é a resposta da sociedade civil à nomeação pelo Presidente da República de um novo primeiro-ministro, sem consultar o PAIGC, partido maioritário.

“Tudo o que podemos paralisar, vamos paralisar amanhã: Os mercados, transportes e administração pública tudo mesmo, vamos mostrar ao Presidente que o como o povo da Guiné tem força para lhe dar o poder tem força para o contestar”, o sindicalista sindicalista Luís Nancassa, em nome das duas organizações.

Nancassa fez essas declarações à saída de um encontro com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, a quem as organizações da sociedade civil entregaram uma petição, apelando à intervenção do Parlamento para averiguar as acções do Chefe de Estado guineense durante um ano do seu mandato.

É entendimento daquelas organizações da sociedade civil que José Mario Vaz feriu a República e a Constituição em várias ocasiões.

Por isso, querem que o Parlamento intervenha, através de acções conducentes a levar José Mário Vaz à justiça e consequentemente à sua destituição.

A desobediência civil visa censurar os actos do Chefe de Estado , porque “o absolutismo acabou no mundo e não podemos agora a sonhar a ser ditadores”, concluiu Luís Nancassa.

Refira-se que José Mário Vaz partiu para a Nigéria, encontrou-se hoje com diplomatas acreditados em Bissau e militares a quem pediu apoio ao novo Governo.

Fontes da VOA em Bissau referem que o Presidente da República poderá viajar nas próximas horas para a Nigéria, cujo Presidente Muhammadu Buhari condenou a decisão de Vaz de nomear um novo primeiro-ministro.

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