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Movimento Revolucionário procura "infiltrados" dos serviços secretos angolanos

  • Coque Mukuta

Nito Alves, Mbanza Hamza, Luaty Beirao, activistas angolanos

Nito Alves, Mbanza Hamza, Luaty Beirao, activistas angolanos

Agentes da "secreta" têm estado na organização de manifestações, segundo activistas.

Os jovens activistas do autodenominado Movimento Revolucionário de Angola, que desde 2011 vem promovendo manifestações públicas contra a governação do Presidente José Eduardo dos Santos, queixam-se que a sua organização está a ser infiltrada por elementos ligados aos serviços secretos para desestabilizar as suas acções.

A questão ganhou notoriedade depois que Benilson Bruno Pimental da Silva, mais conhecido por Tukayano, quadro dos serviços secretos ter convivido, participado e organizado, com vários activistas, diversas manifestações.

Uma delas levou ao assassinato em Maio de 2012, de Isaías Cassule e Alves Kamolingue, dois activistas que tentavam organizar uma manifestação em apoio aos ex-militares.

Emiliano Catombela, membro do autodenominado Movimento Revolucionário, diz desconfiar de vários dos seus colegas.

Por isso, está a ser feita uma investigação para se apurar quem são os verdadeiros infiltrados.

“Estamos a investigar para saberemos quem são os verdadeiros infiltrados porque desconfianças temos várias”, garantiu.

António Kissanga, mais conhecido por Beimani, também integrante do grupo, lembra que no passado membros ligados ao Movimento Revolucionário, como Fábio Mbaxi e Mário Domingos, entre outros, receberam casas em Viana, zona do Zango e dinheiro com o objectivo de destruir o movimento revolucionário.

A VOA sabe que existe uma desconfiança generalizada entre os membros do grupo.

Fala-se, inclusive, numa teia de desconfiança devido à infiltração dos serviços secretos angolanos.

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