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Motoristas nao respeitam regras em Moçambique

  • Francisco Júnior

Castigo Nhamane, Fematro

Castigo Nhamane, Fematro

A acusação é da Fematro que aponta o dedo também à falta de fiscalização.

Castigo Nhamane, presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro), diz que são vários os factores que contribuem para que haja muitos acidentes de viação, em Moçambique. Para ele, o factor número um é o homem.

Castigo Nhamane fala de muita indisciplina na via pública, da degradação das estradas que fazem acelerar o estado e o desgaste técnico das viaturas, mas sobretudo da falta de civismo de quem conduz e se deixa transportar num veículo automóvel.

Segundo ele, todos esses demandos acontecem porque o sistema, a fiscalização é muito fraca.

"O sentimento de impunidade é grande, por parte dos motoristas", diz.

Neste momento, a Fematro está a trabalhar no sentido de conseguir que se aprove um instrumento legal, autorizando a criação de uma base de dados relativos ao cadastro de cada um dos motoristas, especialmente os de veículos de transporte de passageiros e de carga.

A falta de descanso de membros das tripulações dos veículos de transporte público de passageiros e de carga, de longo curso, tem contribuído para a ocorrência de muitos acidentes.

Para evitar isso, as autoridades governamentais estão a preparar um regulamento de transporte em automóveis, que impõe que o motorista só possa trabalhar até 8 horas diárias.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários diz que concorda com essa medida, mas não com a introdução de tacógrafos.

"Há outros instrumentos mais modernos que permitem controlar um motorista", diz Castigo Nhamane, que dá como exemplo o satélite.

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