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Mortalidade infantil é um dos grandes desafios de Moçambique

  • Alfredo Júnior

Apesar dos avanços, o caminho a percorre é longo.

Moçambique está entre as 10 nações que mais avançaram no combate à mortalidade infantil desde 1990, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde.

A taxa de mortalidade infantil diminuiu de 153 mortes a cada 1000 nados-vivos em 2003, para 72 por cada 1000 em 2014.

A mortalidade materna também diminuiu, mas ainda se registam 408 mortes em cada 100 mil nados vivos.

Estes dados preocupam as autoridades de saúde, para quem as carências em termos de recursos humanos e de infra-estruturas, sobretudo nas zonas rurais, contribuem para tão elevada taxa, segundo deu a conhecer Nazira Abdula, a Ministra da Saúde.

"Não podemos perder de vista que cerca de 45 por cento dos partos ocorrem ao nível comunitário e que entre os recém-nascidos que morrem tendo nascido fora de uma Maternidade cerca de 93 por cento acaba morrendo em casa. Estes dados nos remetem a reflectir também em como abordar a questão pré-termo e prematuridade ao nível das nossas comunidade, isto é como envolver as comunidades na educação deste problema", considerou Nazira Abdula.

Em 2014, só havia um médico para 22 mil habitantes.

Os parceiros de cooperação entendem que para a redução da mortalidade infantil há que se melhorar a nutrição e educação da mulher, asseverou Alex Dickie

"É sabido que a mortalidade materna e não natal depende de várias determinantes sociais, tais como a educação da mulher, o estado nutricional, o nível social económico e o acesso aos cuidados de saúde, água, higiene e saneamento", referiu o representante das organizações não-governamentais que trabalham com o Governo para a redução das mortes materno-infantis.

As agências das Nações Unidas Fnuap, Unicef e OMS estão empenhadas em apoiar a implementação de acções estratégicas com vista a alcançar o quarto Objectivo de Desenvolvimento do Milénio, que preconiza a redução em 66% da mortalidade de crianças menores de cinco anos idade, bem como reduzir em 75% a mortalidade materna e o acesso universal a saúde reprodutiva.

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