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Moçambique vota

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Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi.

Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi.

Onze milhões de moçambicanos inscritos para votar das 7 às 19 horas.

Cerca de 11 milhões de moçambicanos estão registados para votar nesta quarta-feira, 15, nas quintas eleições presidenciais e legislativas, bem como as segundas provinciais.

Para a Presidência da República concorrem apenas os partidos políticos com assento parlamentar, a Frelimo, no poder, a Renamo e o MDM, os últimos na oposição. Filipe Nyusi é o candidato pela Frelimo, Afonso Dhlakama pela Renamo e Daviz Simango, do MDM. O Conselho Constitucional recusou outras 11 candidaturas por não apresentarem as 10 mil assinaturas exigidas por lei.

No que tange às legislativas e às assembleias provinciais, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) inscreveu 30 partidos políticos, coligações de partidos e grupo de cidadãos eleitores, cuja participação apenas se circunscreve às provinciais.

No parlamento, os partidos disputam 250 assentos, dos quais actualmente a Frelimo possui 191 assentos, a Renamo, 51, e o MDM, três. A nível das assembleias provinciais, à escala nacional, a Frelimo conta 708 lugares, a Renamo 83 e o MDM 24 assentos.

Para estas eleições, estarão abertas 17.199 mesas de voto que serão assistidas por pouco mais de 121 mil membros.

Nampula e Zambézia, círculos fundamentais

Nampula é o principal círculo eleitoral do país e aí se disputam 49 lugares na Assembleia da República e mais de 2 milhões de votos. Com peso semelhante só o círculo da província da Zambézia, onde estão inscritos 1,9 milhões de eleitores com direito a eleger 45 deputados para a Assembleia da República. As duas províncias juntas vão eleger mais de um terço dos deputados do hemiciclo.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) Abdul Carimo Sau exortou ontem, 14, os moçambicanos a afluírem às mesas de voto que coincidem com os locais onde cada eleitor se recenseou.

Carimo apelou os eleitores também a abandonarem o local de votação logo depois de votarem para evitar escaramuças.

Em declarações à imprensa, em Maputo, Carimo indicou que nas assembleias de voto é proibida a prática de actos de campanha e propaganda política a favor de qualquer dos interessados.

Urnas abrem às 7 horas

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral(STAE) garantiu que as urnas vão abrir pontualmente às 7.00 horas em todo o país, uma vez que a colocação dos materiais de votação foi concluída ontem como previsto. Ainda ontem 15 helicópteros, centenas de viaturas ligeiras e pesadas, barcos, carroças e outros meios de transportes foram usados para colocar os “kits” de votação nas mesas de voto espalhadas por todo o território nacional assim como na diáspora.

Para o estrangeiro, e de acordo com a CNE, a abertura das urnas acontece em horários diferentes. África do Sul, Botswana, Quénia, Tanzania, Zimbabwe, Zâmbia e Suazilândia são os países africanos onde os moçambicanos podem votar, enquanto no resto do mundo as urnas estarão abertas em Portugal e Alemanha.

As eleições de hoje são as mais disputadas e mais observadas da história de Moçambique. Cerca de 2.500 observadores, entre mnoçambicanos e estrangeiros, acompanham o acto eleitoral.

Observadores confiantes

O chefe da missão de observação do Instituto Eleitoral da África Austral (EISA) Raila Odinga diz desejar que as eleições sejam pacíficas e que no final do processo ganhe o melhor. Odinga, antigo chefe do Governo de unidade nacional do Quénia, afirmou que as eleições deste ano em Moçambique têm lugar num momento crucial de democratização do país, sendo fundamental que se realizem com sucesso para uma contínua consolidação do processo de desenvolvimento económico.Observadores confiantes

Por seu turno, a Alta Comissária britânica para Moçambique Joanna Kuenssberg enalteceu o bom nível de preparação das eleições realizada pelos órgãos eleitorais e afirmou que as autoridades moçambicanas realizaram um importante trabalho no domínio da formação de mais de 17 mil membros das mesas de voto. Kuenssberg diz esperar que as eleições sejam livres, justas e transparentes e com um alto grau de participação dos eleitores inscritos.

Pedro Pires, chefe da Missão de Observação Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (MOE-CPLP), manifestou o seu optimismo em relação ao processo de votação. O antigo presidente cabo-verdiano, que se encontrou com os três candidatos presidenciais, considerou que os processos eleitorais que se realizam no mundo têm sido marcados por alguns incidentes e Moçambique não constitui nenhuma excepção.

“Eu não quero ser pessimista. Nessas coisas não há perfeição. Há sempre qualquer coisa que acontece. Há incidentes, o que é normal em disputas que cada um quer ganhar”, frisou Pires que mostrou-se confiante no sucesso do processo eleitoral.

Quem já garantiu estarem cradas todas as condições necessárias para que as eleições gerais de hoje decorram num ambiente de segurança, ordem e tranquilidade foi a Polícia da República de Moçambique (PRM).

O porta-voz do Comando-Geral da PRM Pedro Cossa afirmou que a corporação já destacou diversas unidades das forças policiais para todos os locais onde vai decorrer o processo de votação.

A eleição termina às 19 horas.

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