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Moçambique:Empresa mineira diz que não desrespeitou direitos humanos

  • William Mapote

A Vale Moçambique diz ter respeitado os direitos humanos e padrões internacionais durante todas as fases da sua implantação.

A companhia mineira brasileira Vale reagiu ao relatório recentemente divulgado pela organização humanitária Human Rights Watch que critica a relação da empresa com as comunidades de Moatize.
No seu relatório, a Human Rights Watch critica, em particular, a maneira como a empresa brasileira lida com os habitantes que foram evacuados para dar lugar ao projecto mineiro.

A Vale Moçambique, subsidiária da gigante brasileira Vale, diz ter respeitado os direitos humanos e padrões internacionais durante todas as fases da sua implantação.

A Vale diz contudo que há alguns aspectos que necessitam de melhoramento mas que não comprometem os seus princípios de respeito e de defesa dos direitos das comunidades afectadas.

“Para a implantação da Mina Carvão Moatize, cuja operação teve início em 2011, foi necessário realizar um programa detalhado de reassentamento das famílias que viviam nas áreas industriais e de lavra. Seguindo procedimentos e directrizes estabelecidos pela empresa com base no respeito aos direitos humanos e adequados aos padrões internacionais” afirma a firma.

O comunicado refere que “ainda há melhorias a serem feitas nas infra-estruturas dos reassentamentos” e que “está empenhada no desenvolvimento de acções de apoio a essas famílias, em conjunto com as esferas governamentais, para atender às necessidades das comunidades reassentadas”.

A Vale promete ainda transferir, em breve, os recursos da indemnização ainda por pagar a cerca de 83 famílias que perderam suas terras de produção, “para uma conta-poupança de cada núcleo familiar”.

No seio das organizações da sociedade civil, a companhia brasileira tem recebido inúmeras críticas que, no seu geral, referem que tem ganho muitos lucros à custa do povo moçambicano, deixando poucos benefícios.
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