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Moçambique: Terceira idade debate-se com discriminação

  • William Mapote

Vista de Maputo

Vista de Maputo

Em Moçambique aumenta o número de idosos desamparados ao nível nacional.
Dados divulgados no lançamento da semana do idoso, indicam que é cada vez mais difícil ser-se idoso em Moçambique. Pelo menos cinco mil moçambicanos da terceira idade vivem uma situação de abandono, encontrando nas ruas, o seu refúgio e pontos de sustento.
De entre as causas do desamparo estão acusações de feitiçaria que muitas vezes levam a que filhos matem os pais ou avós. Neste último caso, os dados indicam que pelo menos 50 homicídios já foram registados ao longo deste ano. Numa altura em que se comemora no país a semana da terceira idade, a reportagem da Voz da América em Maputo ouviu algumas histórias de idosos condenados ao abandono familiares, essencialmente por causa da sua idade.

Marta Cosa, de60 anos de idade é disso o exemplo. Encontramo-la numa das esquinas de Maputo, onde passa o dia a pedir esmola para poder se alimentar, depois de ter sido expulsa de casa, no distrito de Magude, há mais de 200 quilómetros da capital moçambicana, depois de ter sido acusada de feitiçaria contra os netos.

Américo Calau. Nasceu na cidade da Beira, viveu no Brasil e em São Tomé e Príncipe. Há 15 anos regressou a Moçambique onde esperava encontrar uma vida sossegada, junto de familiares que esperava ainda ter.

Aos 83 anos vive amparada num lar gerido pela Igreja Universal do Reino de Deus encontramos depois de ter sido ignorada pela única filha.
A Direcção Nacional de Mulher e Acção Social diz estar preocupada com a situação do idoso no país.

É que para além decaso de abandono, muitos idos são expulsos de casa, violentadas ou mortas pelos próprios filhos ou netos, sob acusação de bruxaria.
No meio de tantas situações que tornam a velhice, num sinal de sofrimento para os idosos, que compreendem seis por cento dos moçambicanos, tudo o que resta são apenas apelos de convivência entre velhos e jovens.
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