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Crise política e militar afecta turismo em Moçambique

  • Ramos Miguel

O Governo de Moçambique afirma que, por causa da tensão político-militar, o país está a perder uma das suas importantes fontes de receitas em divisas, a actividade turística, que representa cerca de 5,6 por cento do Produto Interno Bruto e emprega mais de 30 mil pessoas.

Uma das regiões mais afectadas é a província de Gaza, sul de Moçambique, onde se localizam as praias paradisíacas de Bilene e Xai-Xai, entre outros locais turísticos mundialmente conhecidos.

Milhares de turistas do Zimbabwe, Malawi, Tanzania e Zâmbia, entre outros países da região, têm sido atraídos para essas praias, onde algumas estâncias turísticas estão a fechar.

A vice-ministra moçambicana da Cultura e Turismo, Ana Comwana, diz que pelo menos 200 mil turistas destes países poderão cancelar as reservas que tinham feito nas estâncias turísticas de Gaza, uma vez que têm que passar por zonas afectadas pela situação militar.

A governante refere que não é apenas o sector do turismo que é afectado pelos ataques que atribui à Renamo, realçando que "perdemos também na agricultura, no comércio e na área de construção".

Entretanto, Munira Abdul, gestora do Residencial Nacional, no centro da cidade de Maputo, diz que a indústria hoteleira da capital moçambicana também sente os efeitos da situação militar na zona centro.

"Nós chegamos a ficar dois ou três dias sem nenhum hóspede no nosso hotel por causa dos ataques, uma vez que muitos dos nossos clientes vêm, via terrestre, das regiões centro e norte do país e têm que passar pelas zonas de conflito", destacou a gestora.

Há cerca de dois anos, o investimento no sector turístico em Moçambique ultrapassava os 800 milhões de dólares, cifra que, entretanto, tem vindo a diminuir nos últimos tempos.

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