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Caso do taxista moçambicano: Polícias vão continuar detidos

  • Simião Pongoane

Emidio Macie arrastado até à morte pela polícia sul-africana

Emidio Macie arrastado até à morte pela polícia sul-africana

A equipa da defesa dos agentes tentou pedir que os seus constituintes aguardassem o julgamento em liberdade.

O Tribunal Supremo da África do Sul recusou o recurso apresentado pela defesa dos nove polícias acusados na morte do taxista moçambicano Emídio Macie.

A defesa solicitava a liberdade condicional dos seus clientes, mantendo, assim, a decisão da primeira instância de os reter na cadeia até ao final do julgamento.

Entretanto, a A decisão do Tribunal Supremo da África do Sul, passou quase despercebida na imprensa moçambicana.

Os nove acusados vão aguardar julgamentona cadeia, marcado para 24 de Maio corrente no Tribunal de Benoni, arredores da cidade de Joanesburgo.

A sessão do dia 24 destina-se à apresentação, por parte do ministério público sul-africano, das provas materiais, tais como ADN dos polícias, relatório balístico, e fotografias do malogrado jovem taxista Emídio Macie.

As fotografias e vídeo foram tirados durante a agressão física e arrasto do taxista pela viatura da polícia numa distância de 400 metros. São provas para sustentar a acusação de que o taxista moçambicano foi efectivamente morto pela polícia sul-africana.

A equipa da defesa dos agentes tentou pedir que os seus constituintes aguardassem o julgamento em liberdade, alegando que alguns acusados sofrem de hipertensão arterial e que corriam risco de vida.

O pedido inicial foi rejeitado pelo tribunal de primeira instância em Benoni, mas a equipa de defesa dos polícias interpôs recurso ao Tribunal Supremo, no entanto, este manteve também o veredicto original.

Trata-se de uma vitória para a família do jovem malogrado, representada pelo advogado Jose Nascimento, de origem portuguesa contratado pelo governo moçambicano, através da sua embaixada em Pretória.

Em Maputo, o facto foi reportado pela Rádio e Televisão de Moçambique, e todos órgãos estatais, mas sem grande destaque.

A maior parte dos moçambicanos aguarda entretanto com expectativa a retomada do julgamento do caso no dia 24 deste mês no Tribunal de Benoni.

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