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Moçambique: Saimone Macuiana acusa PRM de violar acordo de cessação das hostilidades


Armando Guebuza (esq), ex-Presidente de Moçambique com Afonso Dhlakama (dir), líder da RENAMO

Armando Guebuza (esq), ex-Presidente de Moçambique com Afonso Dhlakama (dir), líder da RENAMO

O governo moçambicano desmente as declarações proferidas pelo chefe da delegação da RENAMO, Saimone Macuiana, que acusa a Polícia de protecção (PRM) e as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de violar o acordo de cessação das hostilidades militares no país.

De acordo com a Rádio Moçambique (RM) e a Agência de Informação de MOçambique (AIM), a RENAMO afirma que o Governo moçambicano está a violar o acordo de cessação das hostilidades militares, ao permitir a movimentação das Forças de Defesa e Segurança nas zonas de “conflito” nas regiões centro e norte de Moçambique.

“As movimentações na zona centro e norte decorrem particularmente em Muxúngue, Save, Casa Nova, Marínguè, Gorongosa. Essa movimentação não só é da polícia de protecção, como também de forças especializadas e armamentos pesados como BTR”, disse hoje, 6, o chefe da delegação da RENAMO e deputado pelo mesmo partido, Saimone Macuiana, falando no término de mais uma sessão de diálogo que teve lugar no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

Para Macuiana, a movimentação dessas forças contraria o princípio da paz, pois “há revistas a todo tempo, incluído na estrada que leva a terra natal do líder da Renamo (Afonso Dhlakama) onde se encontra actualmente”.

Macuiana revelou que a Renamo já informou a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Assembleia da República (AR), a Equipa Militar de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM) e os países que participam neste processo.

Contudo, o chefe adjunto da delegação do governo e ministro dos transportes e comunicações, Gabriel Muthisse, explicou que não há, no acordo, nenhuma alínea que veda a movimentação da PRM e das FDS.

“Seria grave se eles dissessem que esses efectivos invadiram uma base da Renamo ou impediram os homens da Renamo de realizar as suas actividades. Parece-me que Moçambique não perdeu ainda a soberania”.

O acordo de cessação das hostilidades militares foi assinado entre o Chefe do Estado, Armando Guebuza, e o seu líder, Afonso Dhlakama, a 5 de Setembro de 2014.

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