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Já só restam 20 rinocerontes em Moçambique

  • Alfredo Júnior

Em Moçambique, os rinocerontes estão a caminho da sua extinção e, segundo Bartolomeu Souto, director da Autoridade Nacional de Conservação, do último censo constatou-se que só existiam pouco mais de duas dezenas desses animais.

A Rhino Foundation, que se dedica à proteção do rinoceronte, elogiou os progressos de Moçambique no combate à caça furtiva.

O director executivo da fundação recomendou que o país continue a desenvolver acções para acabar com este crime que ocorre entre o Kruger Park, na África do Sul, e o Parque do Limpopo, na província de Gaza.

Moçambique e África do Sul reforçaram acções para conjuntamente combaterem a caça furtiva, nos parques do Limpopo e Kruger.

A presença de populações nas proximidades desses parques é uma ameaça constante para os rinocerontes, dai que Nicholus Funda, chefe dos Ranger que patrulham a Kruger National Park, diz que a solução passa por haver harmonia com as comunidades.

"Estamos a perder animais, um rinoceronte morto é muito, não podemos estar satisfeitos. Estaremos satisfeitos no dia em que tivermos zero rinoceronte morto, uma redução de crimes contra a fauna bravia, e também no dia em que as comunidades ficarem satisfeitas devido à harmonia do trabalho conjunto", disse Nicholus Funda.

Para a protecção do rinoceronte e outras espécies, Moçambique criou uma polícia específica e o ministro do Ambiente, Celso Correia, destaca a coordenação com outros sectores da justiça e combate ao crime.

"A nova abordagem de conservação, onde as Forças de Defesa e Segurança têm feito um trabalho execelente no combate ao crime organizado, apesar de outros desafios que o país tem ainda há energias para combater este crime e acima de tudo um novo movimento que se criou da comunidade, uma nova consciência que está a instalar em Moçambique que leva que o mundo perceba que o país está comprometido com a conservação" , reiterou Correia.

A Fundação Rino recomendou a Moçambique que continue a desenvolver acções para impedir a saída de cornos de rinocerontes e de marfim para o mercado asiático, particularmente Vietname e China, visto que é nesses países onde estão alguns dos mandantes deste crime.

"A reacção na luta contra a caça furtiva por parte de Moçambique e África do Sul tem que agora estar voltada para os mercados onde os cornos de rinocerontes e marfim são comercializadas, essa segunda parte da guerra tem que ser virada ao mercado asiático, com destaque para o Vietname, em particular, e em relação ao crescente mercado da China", avisou Andrew Pattisson.

Estas recomendações surgiram na COP 17, a Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (Cites).

Moçambique saiu de uma lista de países que estavam numa vigilância de alto nível, passando para a caegoria normal no que diz respeito a acções de conservação da fauna bravia.

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