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Dhlakama queixa-se da lentidão das negociações de paz em Moçambique

  • André Baptista

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique

"Toda a gente sabe a Renamo quer governar as seis províncias e quer os seus homens nas forças armadas", Dhlakama.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, considerou hoje que as negociações para a paz em Moçambique estão a ir demasiado “devagar”, depois de falhar mais uma ronda na quinta-feira.

Dhlakama denunciou a intensificação de raptos e assassinatos dos seus quadros políticos em quase todas as províncias do país.

O líder da oposição recordou que quando iniciaram as negociações, em Agosto, havia a expectativa de serem concluidas em pouco tempo.

“As coisas estão a andar devagar (...) em Agosto, tudo indicava que em Setembro ou Outubro chegaríamos à um acordo definitivo entre a Renamo e o Governo da Frelimo,” disse.

O líder da Renamo acusa o Governo de manobras dilatórias nas negociações, ao não acelerar as suas respostas e analise dos assuntos na mesa, avançados quer pela Renamo, quer pela mediação internacional, para a pacificação de Moçambique.

“A Frelimo não consegue dar a contra proposta; sempre diz que está a analisar," disse Afonso Dhlakama.

Elucidou que o seu partido já entregou a contra-proposta sobre a governação das seis provincias do centro e norte, lançada pelos mediadores internacionais, e o mapa para a colocação dos seus quadros militares para o equilíbrio nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

“Nós pensávamos que até finais de Novembro, podíamos alcançar o acordo entre a Renamo e a Frelimo; toda a gente sabe que a Renamo quer governar as seis províncias e quer os seus homens nas forças armadas", disse.

Afonso Dhlakama espera com pressão encontrar soluções para a restauração da paz em Moçambique, e adianta que não sabe que destino vai dar à intensificação de rapto e execução dos seus membros.

Os membros do partido, disse, são sequestrados e mortos em todas as províncias e "carregados para distâncias de 100 a 150 quilómetros (...) coisas horríveis, mais do que o próprio colonialismo e terrorismo condenado internacionalmente”.

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